Uma suposta dívida de cerca de R$ 600 envolvendo a negociação de um alto-falante motivou o assassinato do comerciante Jonathan Carvalho dos Santos, de 35 anos, na madrugada de 14 de junho, em Viana, na Grande Vitória. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil nesta terça-feira (28).
Um casal foi indiciado pelo crime. Segundo a investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana, Renan de Jesus Vicente é apontado como autor dos disparos que mataram a vítima.
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Já Sheyla Vitória de Oliveira foi indiciada por participação no homicídio, por supostamente instigar o crime e fornecer a arma utilizada na execução. O g1 não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos.
De acordo com o delegado Cleudes Júnior, responsável pela investigação, o suspeito foi identificado logo após o homicídio e fugiu para o Rio de Janeiro.
Segundo a polícia, o calibre é o mesmo das cápsulas encontradas no local do homicídio. A arma foi encaminhada para exame de microcomparação balística.
O comerciante Jonathan Carvalho dos Santos, de 35 anos, foi morto a tiros em Viana, Espírito Santo
Reprodução/Rede social
Crime foi registrado por câmeras
Segundo o delegado, o suspeito estava em uma distribuidora quando viu, pelas redes sociais, que Jonathan estava no Parque Linear de Canaã. Ele foi até o local acompanhado de um amigo com a intenção de retirar o alto-falante do carro de som da vítima.
As imagens analisadas pela investigação mostram o momento em que o suspeito começa a retirar o equipamento. Em seguida, Jonathan e a esposa chegam ao local e discutem com ele.
A polícia informou que, durante a discussão, o investigado sacou a arma e efetuou os primeiros disparos. Mesmo com a vítima caída, ele continuou atirando.
"A esposa da vítima ainda suplica, entra na frente e pede para que o Renan não mate o marido dela, só que ele fala para ela sair da frente, senão ele mataria ela também. Com a vítima já caída, ele desfere outros quatro disparos", relatou o delegado.
Arma encotnrada com Sheyla Vitória de Oliveira. Espírito Santo
Divulgação/PCES
Mulher responde em liberdade
A companheira do suspeito foi presa em flagrante no dia 17 de julho por posse de arma de fogo com numeração raspada. Ela passou por audiência de custódia e foi autorizada pela Justiça a responder ao processo em liberdade, com uso de tornozeleira eletrônica e proibição de deixar a comarca.
Posteriormente, ela também teve a prisão preventiva decretada no inquérito do homicídio, mas voltou a receber o direito de responder ao processo em liberdade, nas mesmas condições, em razão de ter uma filha pequena. Já o homem permanece preso.
Segundo a Polícia Civil, os dois foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil, motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.
"A gente está falando de um homicídio praticado por causa de um alto-falante de aproximadamente R$ 600. É um caso que evidencia a banalização da vida", afirmou o delegado Cleudes Júnior.
Dívida envolvendo a negociação de alto-falante motivou morte de empresário em Viana, Espírito Santo
Divulgação/PCES
Sobre a morte
Jonathan Carvalho dos Santos foi morto a tiros na madrugada do dia 14 de junho, no Parque Linear de Canaã, em Viana. Desde o primeiro momento, familiares da vítima suspeitavam que a morte teria relação com uma dívida.
Horas antes do crime, o Parque Linear de Canaã recebeu uma festa com música ao vivo para torcedores acompanharem a estreia da seleção brasileira na Copa do Mundo.
Segundo a prefeitura, após o encerramento do evento, dois ambulantes continuavam funcionando além do horário permitido e havia carros com som na praça.
Jonathan era dono de uma distribuidora de bebidas em Cariacica, também na Grande Vitória. Segundo a Polícia Militar, ele foi baleado por volta das 3h e chegou a ser socorrido para o Pronto Atendimento (PA) de Arlindo Villaschi, mas deu entrada na unidade já sem vida.
Comerciante é morto a tiros após festa por jogo do Brasil em Viana
Na ocasião, a Prefeitura de Viana informou que os empreendedores e ambulantes autorizados a atuar no Parque Linear de Canaã são previamente cadastrados e possuem horários específicos de funcionamento definidos pelo município, sendo até meia-noite para alguns segmentos e até 1h da manhã para outros.
A Prefeitura instaurou procedimentos administrativos necessários para apurar o descumprimento das regras de funcionamento por parte dos permissionários envolvidos. As medidas previstas incluem advertência, multa e até suspensão da autorização para exercício das atividades, conforme a gravidade da infração apurada.
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