Zema diz ser único candidato que conhece 'Brasil real'
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema foi oficializado, nesta segunda-feira (27), como o candidato do Partido Novo à Presidência da República nas eleições deste ano.
Também citou políticos e outras autoridades associadas ao caso Master, instituição liquidada e suspeita de ser o núcleo de um esquema bilionário de fraudes financeiras, e aos descontos indevidos realizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Além disso, dedicou boa parte da fala para a segurança pública. Nesse sentido, prometeu classificar facções criminosas como organizações terroristas, e sugeriu construir um presídio na Amazônia para deter lideranças do crime organizado.
"Realmente não temos ainda. Essa definição ela será dada dentro do prazo legal que é 5 de agosto e uma coisa nós teremos como pré- requisito uma pessoa com a ficha limpa, para que nós possamos levar adiante essa nossa proposta de nunca nos calarmos cedermos a qualquer pressão".
Críticas ao PT e ao STF
Zema destacou sua trajetória no setor privado como empresário e afirmou ser o único candidato à Presidência que conhece o "Brasil real".
"No Brasil o setor público de carece de bons exemplos. Nós temos aqui o contrário como essas aberrações que tem acontecido no Supremo Tribunal Federal. E ninguém aguenta mais quatro anos de Lula e de PT", prosseguiu Zema.
Ele mencionou ainda ser alvo de um processo movido pelo ministro do STF Gilmar Mendes. O presidenciável do Novo tem elevado o tom das críticas ao STF desde que passou a associar ministros da Corte ao caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
O ex-governador também divulgou conteúdos nas redes sociais questionando a atuação do tribunal e classificando Joaquim Barbosa como o "oposto" de integrantes da atual composição do Supremo.
Zema também defendeu idade mínima de 60 anos para nomeação ao Supremo, além de indicação por lista tríplice e fim das decisões individuais dos ministros, chamadas de monocráticas.
"Ir para o STF é o coroamento de uma longa carreira. Igual papa: não se vê papa de 35 anos. É o coroamento de uma carreira longa no setor jurídico ou acadêmico. Com isso, você limita a 15 anos a permanência do ministro indicado", sugeriu.
'Superpresídios'
Na área de segurança pública, Zema defendeu o endurecimento do combate ao crime organizado. O candidato afirmou que pretende enquadrar facções criminosas como organizações terroristas e argumentou que o Brasil já deveria ter adotado essa medida há mais tempo.
Segundo ele, há regiões do país em que o Estado perdeu espaço para grupos criminosos, o que classificou como uma ameaça à soberania nacional.
Zema também disse que pretende construir um "superpresídio" em uma área remota do país, "de preferência no meio da Amazônia", para concentrar lideranças de facções criminosas.
De acordo com o candidato, esses presos deveriam permanecer encarcerados por longos períodos. Por isso, a solução seria "prisão em massa". Ao longo do discurso, ele ainda defendeu uma atuação mais rígida do Estado contra o crime organizado e criticou o que considera excesso de impunidade no país.
Promessas
Ao longo do seu discurso, Romeu Zema destacou uma série de promessas que pretende implementar se for vitorioso na corrida presidencial.
Entre elas, estão:
Acabar com o que chama de "farra dos intocáveis", em referência às críticas que faz ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a autoridades que, segundo ele, não seriam responsabilizadas por seus atos.
Combater a corrupção e manter uma gestão sem favorecimento a parentes, aliados ou grupos políticos.
Retomar a soberania nacional, argumento que associou ao combate ao crime organizado em áreas sob influência de facções.
Classificar facções criminosas como organizações terroristas.
Construir um superpresídio em local remoto, "de preferência no meio da Amazônia", para onde seriam transferidos líderes de facções criminosas.
Manter líderes do crime organizado presos por longos períodos, afirmando que eles "vão mofar por pelo menos 25 anos".
Enfrentar o crime organizado em áreas dominadas por facções, nas quais, segundo ele, a presença do Estado é reduzida.
Reduzir privilégios e mordomias no setor público, citando como exemplo medidas que adotou durante sua gestão em Minas Gerais.
Criar um ambiente mais favorável a quem empreende e investe, ao criticar a burocracia estatal e a carga imposta a empresas e empreendedores.




