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Convenção confirma voo solo de Zema em direita fragmentada

A convenção nacional do Novo marcada para esta segunda-feira (27/7), em Brasília, servirá menos para apresentar uma novidade e mais para fechar uma porta: a de uma composição de Romeu Zema com Flávio Bolsonaro (PL) ainda no primeiro turno das eleições de 2026.
O encontro oficializará a candidatura do ex-governador de Minas Gerais à Presidência da República e consolidará a decisão do partido de manter um projeto próprio, apesar das especulações de que Zema poderia ocupar a vaga de vice na chapa encabeçada pelo filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Zema afirmou, em entrevista ao Contexto Metrópoles em 20 de abril, que levará sua pré-candidatura e sua candidatura à Presidência “até o final” e que será o cabeça de chapa do Novo. O ex-governador de Minas Gerais também negou a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro.
A posição reforça a estratégia do partido de preservar um projeto próprio no primeiro turno e evitar que a legenda seja absorvida pela candidatura do PL.
A convenção será realizada a partir das 11h30, no Auditório do Edifício Íon, na Asa Norte. O encontro será realizado de forma híbrida, com Zema presencialmente em Brasília e os demais dirigentes remotamente.

Convenção de Zema amplia divisão da direita em 2026

Novo oficializa Romeu Zema como candidato à Presidência nesta segunda-feira (27/7), em convenção nacional realizada em Brasília;
Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e reafirma que levará a candidatura própria “até o final”;
Candidaturas de Zema e Ronaldo Caiado ampliam a divisão da direita, com ambos disputando eleitores conservadores fora do núcleo do PL;
Fragmentação ocorre em meio a tensões no bolsonarismo, expostas pela crise entre Flávio e Michelle Bolsonaro.

Direita dividida
A confirmação da candidatura própria amplia a fragmentação da direita no primeiro turno. Um dia antes, no domingo (26/7), o PSD oficializará, em São Paulo, a chapa formada pelo ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado e pelo presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab.
Assim como Zema, Caiado tenta se apresentar como uma alternativa ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sem se subordinar ao bolsonarismo, embora tenha feito elogios públicos ao ex-presidente no passado.
Durante o ato Acorda Brasil, realizado em 1º de março na Avenida Paulista, o ex-governador elogiou publicamente a capacidade de mobilização de Bolsonaro e afirmou que ninguém, “sem mandato” e “preso”, conseguia mobilizar a população como o ex-presidente.
Na prática, Zema e Caiado disputarão uma faixa semelhante do eleitorado: conservadores, defensores de uma agenda econômica liberal e eleitores de direita que não estão integralmente alinhados ao PL. Os dois também procuram chegar fortalecidos à campanha para negociar apoio em um eventual segundo turno.
A dispersão ocorre enquanto o próprio bolsonarismo tenta administrar tensões internas em torno da candidatura de Flávio. Escolhido pelo pai como sucessor político, o senador enfrentou uma crise pública com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), que chegou a acusá-lo de desrespeitá-la e descartou a possibilidade de ocupar a vaga de vice.
Embora os dois tenham ensaiado uma reaproximação às vésperas da convenção do PL, o episódio expôs divergências dentro da família e entre grupos que disputam influência sobre o eleitorado bolsonarista, especialmente entre mulheres e evangélicos.

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