Dados obtidos pela coluna mostram que a arrecadação do governo do Rio de Janeiro com as bets despencou 98,5% depois que a União venceu a queda de braço que travava com a gestão Cláudio Castro (PL) e conseguiu impedir que as casas de apostas credenciadas no Rio ofereçam o serviço no país todo, obrigando o uso de um mecanismo de geolocalização para reconhecer que o apostador está naquele estad.
No último mês em que as bets fluminenses conseguiram operar no país todo, em janeiro de 2025, elas apresentaram um GGR (como é chamado no setor a receita líquida, diferença entre depósitos e saques) somado de R$ 414 milhões. O valor despencou em março de 2025 e passou a ser marginal dentro do mercado brasileiro a partir de abril.
O GGR de 12 meses de todas as bets do Rio de Janeiro é cerca de metade do que a líder do mercado fluminense fazia em um mês antes da regulamentação federal. Mesmo sob influência da Copa do Mundo, em junho as 21 casas de apostas autorizadas a operar no estado somaram receita líquida de R$ 16,2 milhões. E nessa conta já entram dois serviços lotéricos da Loterj: Rio de Prêmio e Raspa Rio.





