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Polícia apura se armas de CACs foram usadas em atentado contra tenente

Armas destinadas à rede investigada pelo atentado contra o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), teriam sido compradas em nome de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs) usados como laranjas.
A suspeita aparece em uma denúncia anônima enviada às autoridades, por meio do Disque Denúncia (181), após o ataque contra o oficial da Polícia Militar (PM), ocorrido em 27 de junho na cidade de São Caetano do Sul, no ABC.
7 imagensFechar modal.1 de 7Reprodução/Instagram2 de 7Reprodução/Redes Sociais/PMSP3 de 7Arte/Alfredo Henrique/Metrópoles4 de 7Golias durante fuga, acompanhado da esposa e de duas filhas, além de um homem Reprodução/SSP5 de 7Ronickson Pimentel dos SantosPolícia Militar/Câmera de segurança/Reprodução6 de 7Ronickson Pimentel, tenente da Rota baleado na cabeça, e a esposa, Cintia PimentelReprodução/ Instagram7 de 7Reprodução/SSP
O relato orienta os investigadores a procurarem os locais relacionados ao roubo da motocicleta usada no crime e afirma que, quando localizadas, as armas seriam identificadas como compradas por CACs em nome.
A informação, porém, ainda não é apresentada no processo como uma conclusão da Polícia Civil. Também não há, nos documentos analisados pelo Metrópoles, números de série, registros de aquisição, nomes dos supostos laranjas ou laudos que permitam relacionar uma arma específica aos disparos contra Pimentel.
A hipótese depende, portanto, de diligências policiais, rastreamento dos armamentos e confronto balístico.
Ordem de dentro da cadeia
Como revelou o Metrópoles, a denúncia que menciona os CACs também atribui a um homem preso no Centro de Detenção Provisória IV (CDP-IV) de Pinheiros a ordem para o atentado.
O detento é identificado no relato como ligado ao Primeito Comando da Capital (PCC). Segundo o denunciante, ele teria transmitido as determinações ao próprio filho, que as repassaria a comparsas em liberdade.
O material de análise produzido a partir da denúncia confirma que o suposto mandante estava preso no CDP-IV de Pinheiros desde setembro de 2025 e que havia contra ele um mandado relacionado a um homicídio qualificado.
O relatório também registra denúncias anteriores associadas ao nome dele, como suspeitas de tráfico de drogas, roubo, homicídio e latrocínio (roubo seguido de morte). A alegação de que o detento teria ordenado o ataque contra Pimentel permanece sob investigação.
Ataque com divisão de tarefas
Pimentel foi ferido na cabeça por um tiro, disparado pelo garupa de uma motocicleta. Ele foi socorrido em estado grave, condição na qual permanecia até a publicação desta reportagem.
A Polícia Civil concluiu, ainda no início da apuração, que a tentativa de homicídio não teria sido cometida isoladamente. O ataque mobilizou pessoas e veículos com funções diferentes, segundo representação encaminhada à Justiça.
Além da dupla responsável pelos tiros, os investigadores identificaram um Renault Logan branco que teria acompanhado a motocicleta até ela ser abandonada nas proximidades da favela de Heliópolis, na zona sul paulistana.

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