O caso da AJX Capital Investimentos S.A. tomou proporções maiores, após o início das investigações que apontaram “fortes indícios” de pirâmide financeira dentro da empresa, que se identifica como uma fintech. Cerca de 10 mil clientes, de todo o Brasil, dizem que foram lesados, com um prejuízo estimado em R$ 350 milhões.
A AJX Capital — que tem sede em Barueri (SP) — atrai o público prometendo rendimentos fixos e exorbitantes (de até 24% ao ano ou cerca de 2% a 2,7% ao mês) focando principalmente em pessoas de perfil conservador. O golpe se assemleha ao da Naskar, fintech que sumiu com quase R$ 1 bilhão de cerca de 3 mil investidores.
Para dar uma aparência de legalidade à operação, a empresa utilizava Cédulas de Crédito Bancário (CCBs). De acordo com as denúncias, a fraude estrutural consiste no fato de a empresa atuar, ao mesmo tempo, como a emissora (devedora) e credora original desses títulos, operando na prática como uma instituição financeira clandestina.
Ações do BESC
Para dar uma sensação de segurança aos investidores, a AJX Capital alegava ter um capital social superior a R$ 342 milhões, que estaria garantido por ações físicas (cártulas) do antigo Banco do Estado de Santa Catarina (BESC), incorporado pelo Banco do Brasil em 2008.
No inquérito que apura o caso, o próprio BB emitiu pareceres oficiais e manifestações confirmando que esses papéis físicos não têm valor comercial ou liquidez, tratando-se de documentos históricos sem validade como garantia financeira.





