Quem não fizer a reserva antecipadamente também poderá comprar a marmita no local, enquanto houver disponibilidade, com pagamento na hora.
O local realiza a moradia de crianças e adolescentes que passam por situação de vulnerabilidade
Casa da Criança Cerquilho/Reprodução
🫂 Abrigo para menores
Atualmente, a Casa da Criança acolhe seis crianças e adolescentes, embora tenha capacidade para atender até 20 menores. A instituição mantém convênio com a Prefeitura de Cerquilho e atua de forma integrada com a rede de proteção do município, em articulação com a Unidade Básica de Saúde (UBS), o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) e o Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
“Se a rede de proteção identifica uma criança ou adolescente que está em uma situação de vulnerabilidade e que está tendo seu direito violado, vão ser trabalhadas as possibilidades das políticas públicas existentes para manter a criança com a família, desde que dê a proteção devida”, explicou.
No local, os menores da idade recebem acolhimento, atendimento na saúde e educação
Casa da Criança Cerquilho/Reprodução
Nos casos em que crianças ou adolescentes são vítimas de violência e os órgãos responsáveis avaliam que é necessário afastá-los dos agressores, eles são encaminhados para a Casa da Criança, onde recebem acolhimento e proteção.
“Vamos supor que essa possível violência, o Estado entende que provisoriamente, de forma excepcional, precisa retirar essa criança ou esse adolescente desse meio familiar, aí ele vem aqui para nós”.
Na instituição, as crianças e os adolescentes recebem moradia, alimentação, acompanhamento médico e apoio para a continuidade dos estudos. Paralelamente, as famílias também são acompanhadas por equipes de psicologia e assistência social.
Durante esse processo, são avaliadas e articuladas políticas públicas para que a situação de vulnerabilidade seja superada e, sempre que possível, o vínculo familiar seja restabelecido.
“A gente se reúne mensalmente para discutir o caso, entender o que podemos fazer. A criança está acolhida e protegida aqui, mas o intuito é o direito da convivência familiar. Precisamos devolvê-lo para a família, mas para uma que a proteja”, afirma.
Para seguir atendendo os menores, a Casa da Criança atua com ajuda de voluntários e parceiros
Casa da Criança Cerquilho/Reprodução
“Aqui já passaram muitas histórias, rompimentos de vínculos, mas muitas também foram reconstruídas. Tudo o que a gente faz, marca para sempre a vida deles e nunca vão esquecer da ‘tia’ que trabalhava aqui”, continua Rebeca.
À frente da instituição há um ano, Rebeca afirma que a chegada de cada criança ou adolescente acolhido é sempre um momento delicado e carregado de angústia. Segundo ela, a equipe busca oferecer um ambiente seguro e acolhedor, já que, para quem acaba de chegar, tudo é novo e cercado de incertezas.
“Precisamos lidar com histórias sofridas diariamente e sermos profissionais para entregar o melhor para aquela criança. Toda vez que chega um acolhimento sinto um nó na garganta, que demora uns dias para passar. Nenhuma criança deveria ser afastada da sua família, mas se está acontecendo, é de extrema necessidade”, contou.
Segundo Rebeca, quando uma nova criança ou adolescente chega à instituição, os próprios acolhidos fazem questão de recebê-lo e ajudá-lo na adaptação, para que se sinta seguro e acolhido.
Ela afirma que outro momento marcante é o retorno dos menores ao convívio familiar, uma etapa que também costuma ser cercada de emoção para toda a equipe.
“Ficamos novamente com um aperto no coração, mas de alegria, porque ele vai ter aquele direito da convivência familiar preservado novamente. Ao mesmo tempo, dá uma saudade. É um trabalho complexo, mas muito gratificante”, concluiu.
Os interessados em contribuir, se voluntariar ou obter mais informações sobre a Casa da Criança podem entrar em contato pelo site, pelas redes sociais ou pelo telefone (15) 3284-1952.





