O Banco Master vendeu a mesma carteira de crédito duas vezes. A informação foi tornada pública pela Travessia Securitizadora, que emitiu R$ 1 bilhão em debêntures relativas a essa carteira e disse, em fato relevante, ter sido informada pela B3 da duplicidade.
De acordo com o UOL, uma das instituições envolvidas é o BRB, o Banco de Brasília, que comprou R$ 21 bilhões em ativos podres do Banco Master entre o final de 2024 e meados de 2025, e contava que essa carteira era exceção. Do outro lado, entre os debenturistas que investiram nela estaria o BTG. A coluna revelou em abril que o banco de André Esteves havia comprado R$ 1,1 bilhão em carteiras do Master em outra operação e que parte delas estava bloqueada.
Na prática, isso significaria que o BRB pode perder acesso a uma carteira que julgava saudável, de valor próximo a R$ 1 bilhão, montante arrecadado em debêntures pela Travessia quando ofereceu tal carteira em emissão privada no início de 2024. Como a oferta não foi pública, mas restrita a investidores específicos, ela não foi registrada na Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) e seus documentos não foram também tornados públicos.





