Palestino fica em frente a carro incendiado após ataque de colonos israelenses na vila de Sarra, perto de Nablus, na Cisjordânia, neste sábado (25). Ao fundo, o assentamento israelense de Havat Gilad.
AP
O Exército de Israel afirmou ter detido mais de 70 suspeitos na Cisjordânia ocupada entre a noite de sexta-feira e este sábado (25).
As prisões ocorrem um dia após uma escalada de violência no território deixar dois soldados israelenses e quatro palestinos mortos.
As tropas israelenses mantiveram presença na vila de Tell, no norte da Cisjordânia, epicentro dos confrontos de sexta-feira.
Moradores relataram buscas intensas, incluindo uma invasão a um hospital na cidade de Nablus, uma das áreas mais violentas da região.
Agora no g1
Ghassan Barkat, diretor do Hospital de Especialidades de Nablus, disse a jornalistas que "mais de 50 soldados e oficiais armados invadiram o hospital, aterrorizando os pacientes".
Segundo o diretor, os militares amarraram e insultaram funcionários e pacientes, revistaram alas médicas e prenderam um homem gravemente ferido.
"Isso não deveria acontecer em uma instituição de saúde", afirmou Barkat, ressaltando que havia mulheres e crianças no local.
O Exército israelense não mencionou o hospital em seu comunicado, mas informou que mais de 300 locais foram revistados.
Segundo as forças armadas, os detidos incluem afiliados ao grupo terrorista Hamas, traficantes de armas e suspeitos de terrorismo.
Confrontos na vila de Tell
As circunstâncias dos eventos de sexta-feira ainda não estão totalmente claras. No entanto, relatos da imprensa israelense e de autoridades palestinas indicam que um grupo de colonos israelenses entrou em Tell e foi confrontado por moradores que temiam um ataque.
A comunidade internacional considera essas construções ilegais e um obstáculo à paz. Mais de 700 mil israelenses vivem na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental.
Em Gaza, embora os combates mais pesados tenham diminuído desde o início de um frágil cessar-fogo em outubro (após dois anos de guerra), as forças israelenses continuam realizando ataques aéreos.
Desde a trégua, pelo menos 1.191 palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Do lado israelense, cinco soldados morreram no mesmo período.
A guerra foi desencadeada em 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram Israel, matando cerca de 1.200 pessoas e sequestrando 251.
Desde então, a ofensiva israelense em Gaza deixou mais de 73.317 palestinos mortos, segundo as autoridades de saúde locais — cujos dados não diferenciam civis de combatentes, mas apontam que a maioria das vítimas são mulheres e crianças.
Os números do ministério são considerados confiáveis pela ONU e por especialistas independentes.





