Delegacia de Cabo Frio 126ª DP .
Ludmila Lopes/g1
A Polícia Civil realizou, nesta sexta-feira (24), uma operação contra uma organização criminosa investigada por explorar o transporte clandestino intermunicipal de passageiros entre Cabo Frio, na Região dos Lagos, e a cidade do Rio de Janeiro.
Segundo as investigações, o grupo mantinha o controle da atividade por meio de cobranças ilegais, ameaças e atos de violência contra motoristas e concorrentes.
Agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e Inquéritos Especiais (Draco) cumprem mandados de busca e apreensão com apoio da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
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A apuração teve início após o compartilhamento de informações entre a Draco e o Departamento de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro (Detro-RJ).
A partir do trabalho de inteligência, os investigadores identificaram uma estrutura considerada organizada e voltada à exploração irregular de linhas de transporte entre Cabo Frio e a capital fluminense.
De acordo com a Polícia Civil, o esquema possuía funções bem definidas. Havia integrantes responsáveis pela administração da atividade, pelo controle dos pontos de embarque, pela atuação como motoristas e também os chamados “papagaios”, encarregados de atrair passageiros.
Investigação As investigações apontam que a organização cobrava taxas dos condutores que atuavam no transporte irregular e mantinha o domínio dos locais de embarque.
Ainda segundo a polícia, a atuação de concorrentes era dificultada por meio de intimidações e outras ações coercitivas.
Um dos principais alvos da operação é o homem apontado como líder do grupo. Conforme as apurações, ele teria utilizado sua influência como policial militar para fortalecer o controle da atividade na região.
A Polícia Civil também investiga a possível relação da organização com outros crimes ligados à exploração do transporte clandestino, entre eles extorsão, ameaças contra motoristas concorrentes e agentes de fiscalização, danos qualificados e homicídios associados a disputas por pontos de embarque.
Durante a investigação, os agentes ouviram testemunhas, analisaram imagens de câmeras de segurança e examinaram documentos e movimentações financeiras que, segundo a corporação, reforçaram os indícios da existência da estrutura criminosa.
Nesta fase da operação, os policiais buscam apreender celulares, computadores, documentos, registros financeiros, armas, dinheiro e outros materiais que possam contribuir para o aprofundamento das investigações, a identificação de novos envolvidos e o esclarecimento da extensão das atividades atribuídas ao grupo.





