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Haitiana denuncia vizinha por racismo, xenofobia e agressão após discussão: ‘Xingou meu filho de cachorro preto’

Haitiana denuncia vizinha por racismo, xenofobia e agressão após discussão em Sorocaba
Uma haitiana de 43 anos, que vive em Sorocaba (SP), registrou um boletim de ocorrência denunciando ter sido vítima de racismo, xenofobia e agressão física no bairro Éden, na zona industrial da cidade, no domingo (19).

Segundo Venise Richard, os ataques ocorreram após uma discussão com uma vizinha, mas os insultos racistas já vinham acontecendo há meses e também atingiam o filho de oito anos.
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De acordo com a vítima, que mora na cidade há mais de 12 anos, o episódio mais recente aconteceu quando ela reclamou de veículos estacionados em frente à garagem de sua casa. A discussão teria evoluído para agressões físicas e ofensas racistas.

Haitiana denuncia caso de racismo e xenofobia após discussão com vizinha em Sorocaba
Reprodução/TV TEM
À TV TEM, a vítima relatou que a vizinha costumava se incomodar com a presença de pessoas na residência e chegou a hostilizar trabalhadores que prestavam serviços no local. Ela afirma que, posteriormente, o filho também passou a ser alvo frequente de ofensas.
"Ela mexeu com o pedreiro que trabalhava na minha casa e ele não voltou mais a trabalhar. Xingou meu filho quando ele falou 'não bate na minha mãe', ela respondeu: 'Cala a boca, cachorro preto'", relatou.
A haitiana contou ainda que a família já foi chamada de "cachorros haitianos" em outras ocasiões, e que, em mais de dez anos morando na cidade, nunca tinha passado por uma situação assim.
Segundo a denúncia, durante a discussão, o pai e o cunhado da vizinha teriam agredido Venise com um soco no rosto. A agressão só teria sido interrompida após a intervenção de outro morador da região.

A assistente social Carla Cristina Portela de Jesus, do Instituto Kayton em Ação, que acompanha famílias haitianas em Sorocaba, classificou o caso como racismo e xenofobia.

"É um direito que ela tem de imigrar. Xenofobia e racismo são crimes e crime se combate com denúncia. Chamar uma criança de 'cachorro preto', na minha visão, é uma agressão que não tem tamanho. Ele tem apenas 8 anos", disse.
A TV TEM tentou contato com a mulher suspeita de racismo, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.

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