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Gestão Tarcísio indicou diretor de Fundação ABC investigada pelo MPSP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu que a gestão foi responsável pela indicação do médico Aldemir Humberto Soares (foto de destaque à direita) à Fundação ABC (FUABC), contratada para terceirização de profissionais da saúde no Hospital Emílio Ribas.
O chamamento público que culminou na escolha da FUABC em março deste ano, foi aberto pelo próprio Soares, em dezembro de 2025, quando ocupava o cargo de coordenador da Secretaria da Saúde do governo Tarcísio.
Como revelou o Metrópoles, o caso é citado como um episódio fundamental no processo do Ministério Público de São Paulo (MPSP) contra a fundação e o governo estadual em que a promotoria pede o encerramento do contrato de terceirização.
Essa foi a primeira vez que o governador atuou diretamente na indicação do presidente da Fundação ABC e decorreu de um desentendimento do acordo firmado entre os municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.
Antes, cada uma das três prefeituras tinha a prerrogativa de determinar o presidente da fundação e se revezavam a cada dois anos.

O MPSP começou a apurar irregularidades no Hospital Emílio Ribas a partir de uma denúncia do Sindicato dos Médicos de São Paulo, em janeiro de 2021. Um inquérito civil foi instaurado em março daquele ano.
Em junho de 2026, foi ajuizada uma ação civil pública. O principal ponto é a contratação da fundação para terceirizar profissionais de leitos de UTI e enfermaria no Emílio Ribas, mesmo com concursos públicos homologados e válidos.
Os concursos chegaram a expirar e o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspendeu o prazo de expiração. O governo do Estado não informou sobre uma data para chamar os profissionais concursados.
O MPSP também apura uma “ofensa ao princípio da impessoalidade, da moralidade e da primazia do interesse público nas contratações” por conta da atuação de Aldemir Humberto Soares no governo Tarcísio e, posteriormente, na Secretaria de Saúde.
A Secretaria de Saúde afirmou que o chamamento público para o convênio com o Emílio Ribas respeitou “todas as etapas do processo, a observância de critérios técnicos e o integral cumprimento da legislação vigente e dos princípios da administração pública”.
Já a Fundação do ABC disse que o “atual presidente foi eleito em dezembro de 2025 pelo Conselho Curador da entidade”. A entidade também afirma que “a alegação de ‘conflito de interesses’ não encontra respaldo na cronologia dos fatos, tampouco se sustenta diante da trajetória institucional da FUABC”.

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