O empresário Eric Pimenta Calixta, de 36 anos, preso nesta quinta-feira (23/7) durante uma operação contra o comércio ilegal de anabolizantes, já havia sido detido após ameaçar agredir um agente do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) durante uma blitz em Taguatinga.
O episódio ocorreu em fevereiro de 2025, no Centro de Taguatinga, quando Eric recebeu ordem de parada enquanto pilotava uma motocicleta esportiva, mas teria acelerado o veículo e tentado fugir da fiscalização.
Segundo o relato de um agente do Detran à polícia, as equipes iniciaram uma perseguição para conter o motociclista. Durante a fuga, Eric teria dirigido em alta velocidade, realizado manobras perigosas e “cortado” outros veículos até colidir contra a motocicleta do servidor.
Com o impacto, os dois caíram. Ainda conforme o registro policial, o empresário se levantou e disse: “Agora vai ser na mão”. antes de partir para cima do agente.
Contido por pessoas que presenciaram a cena, Eric permaneceu exaltado e passou a ofender o servidor público. Policiais militares foram acionados e efetuaram a prisão. Na ocasião, ele foi encaminhado à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), onde foi autuado por resistência, desacato e embriaguez ao volante.
Investigação
As investigações tiveram início após a prisão em flagrante de um suspeito, quando policiais apreenderam uma grande quantidade de anabolizantes.
A partir desse flagrante, a 5ª DP identificou uma estrutura criminosa com indícios de divisão de tarefas entre fornecedores, distribuidores, entregadores e responsáveis pelo armazenamento e pela comercialização dos produtos.
Os investigadores também apuram o uso de contas bancárias de terceiros para movimentar e ocultar os valores obtidos com as vendas ilegais.
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos esteroides anabolizantes, medicamentos de uso controlado, celulares, computadores, mídias digitais, máquinas de cartão, documentos, comprovantes financeiros, dinheiro em espécie e anotações que podem auxiliar no aprofundamento das investigações, especialmente em relação à ocultação de patrimônio e ao funcionamento da organização criminosa.
A coluna Na Mira não localizou a defesa dos investigados. O casal foi procurado pelas redes sociais, e a academia também foi acionada. O espaço permanece aberto para eventuais manifestações.





