Jornalista Chico Melo fala sobre agressões sofridas durante assalto em casa
O jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, teve a casa invadida por quatro criminosos na madrugada dessa quarta-feira (22), em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Durante o assalto, ele foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça, teve dinheiro e celulares roubados e precisou de atendimento médico.
O caso é investigado pela Polícia Civil e passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), que abriu um procedimento para cobrar informações sobre as diligências feitas. O caso também gerou manifestações de apoio de entidades e autoridades.
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Jornalista ficou com ferimentos nas costas e na cabeça após agressões
Reprodução/Rede Amazônica Acre
Veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso:
Quem é o jornalista?
Como ocorreu o assalto?
O que foi levado da casa? O jornalista já havia recebido ameaças? O que a Polícia Civil investiga? O que o Ministério Público determinou? O que disseram as entidades e autoridades? O que acontece agora?
Chico Melo foi agredido durante assalto na madrugada dessa quarta-feira (22)
Reprodução/Rede Amazônica Acre
1. Quem é o jornalista?
Chico Melo, de 54 anos, é jornalista e radialista da TV e Rádio Integração, em Cruzeiro do Sul, no interior do estado.
2. O que aconteceu?
Na madrugada de quarta-feira (22), quatro criminosos invadiram a casa onde o jornalista mora, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul.
Durante a ação, o jornalista foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça, enquanto os suspeitos exigiam dinheiro, documentos e outros bens.
3. Como ocorreu o assalto?
Segundo a Polícia Militar do Acre (PM-AC), os criminosos quebraram uma janela para entrar na residência e foram diretamente ao quarto onde estava a vítima.
Eles permaneceram no imóvel por mais de meia hora, reviraram os dois andares da casa e obrigaram o jornalista a entregar dinheiro, celulares e desbloquear o aparelho telefônico.
Após a fuga dos suspeitos, a Polícia Militar informou que ainda fez buscas na região, mas ninguém foi preso.
4. O que foi levado da casa?
Conforme o registro policial, os criminosos levaram cerca de R$ 3 mil, celulares e outros pertences da vítima.
Durante a fuga, eles deixaram para trás um telefone celular e uma faca, que foram apreendidos pela Polícia Militar.
Jornalista Chico Melo sofreu um corte na cabeça ao levar uma coronhada de criminoso
Reprodução
5. O jornalista já havia recebido ameaças?
Após prestar depoimento na delegacia, Chico Melo afirmou que já vinha recebendo ameaças antes do crime e disse acreditar que os avisos acabaram se concretizando.
Segundo ele, durante o assalto um dos criminosos afirmou que ele sabia o motivo de estar sendo atacado.
Até o momento, a Polícia Civil trata o caso como roubo e não confirmou relação entre o crime e a atividade profissional do jornalista.
6. O que a Polícia Civil investiga?
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis. Segundo o delegado Jadson Santos, o caso é tratado inicialmente como roubo.
"Foram apreendidos alguns objetos encontrados no local pela polícia. Já instauramos inquérito para apurar", destacou o delegado.
A investigação busca esclarecer também a motivação da invasão e das agressões. Além disso, o Grupo Especial de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também acompanhará as investigações juntamente com a Promotoria Criminal de Cruzeiro do Sul.
7. O que o Ministério Público determinou?
O Ministério Público do Acre instaurou uma notícia de fato criminal para acompanhar a investigação. Entre as primeiras medidas, a Promotoria requisitou à Polícia Civil:
informações sobre o inquérito policial; cópia do boletim de ocorrência; eventual laudo do exame de corpo de delito; detalhes das diligências já realizadas.
O MP também deu prazo de 30 dias para que a Polícia Civil informe o andamento da investigação, especialmente sobre a identificação dos suspeitos, existência de imagens de câmeras de segurança, dados de geolocalização dos celulares roubados e outros elementos que possam ajudar na elucidação do caso.
8. O que disseram as entidades e autoridades?
O ataque ao radialista gerou revolta e manifestações de apoio, confira abaixo: Governo do Acre: informou que a Polícia Civil instaurou inquérito e afirmou que atuará para identificar e prender os responsáveis.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj): classificaram o episódio como grave, cobraram investigação rápida e defenderam que seja apurada eventual relação entre o crime e a atividade jornalística. A Fenaj informou que levará o caso ao Observatório da Violência contra Jornalistas, vinculado ao Ministério da Justiça.
Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre (OAB-AC): pediu investigação rigorosa e informou que vai acionar o Ministério Público e o Ministério da Justiça para acompanhar o caso. Prefeitura de Cruzeiro do Sul: prestou solidariedade ao jornalista e afirmou que ataques contra profissionais da imprensa representam ameaça à liberdade de expressão. Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC): afirmou que qualquer tentativa de intimidar jornalistas representa afronta à democracia e defendeu a rápida apuração do caso.
9. O que acontece agora?
A Polícia Civil investiga o caso e a autoria e a motivação do crime contra o jornalista. O Ministério Público também acompanhará o andamento do inquérito e, após receber as informações solicitadas à polícia, avaliará se será necessário adotar novas medidas.
VÍDEOS: g1





