Em relação às negociações para evitar esse tarifaço de 12,5%, o Itamaraty entende que as conversas serviram somente para “cumprir tabela”, ou seja, somente para deixar o registro de que aconteceram.
Isso porque a percepção é que não houve uma intenção real por parte dos americanos de entender o que o Brasil faz para fiscalizar o trabalho forçado, uma vez que o país é referência na OIT nesse tema.
Nesse contexto, a Secom disse ser um “absurdo” os EUA relacionarem a competitividade da economia brasileira à importação de mercadorias produzidas com base no trabalho forçado.
O Ministério do Trabalho diz que, embora tenha se colocado publicamente à disposição para prestar esclarecimentos, não foi procurado por autoridades americanas, somente pelo próprio Itamaraty durante as negociações.
No entendimento de integrantes do Itamaraty, esta tarifa de 12,5% foi o “plano B” ao tarifaço original, barrado pela Justiça americana.
E diplomatas entendem que há uma diferença deste tarifaço para o de 25%. Isso porque, embora a motivação do anterior fosse sabida – entendimento explicitado num pronunciamento do ministro Mauro Vieira -, neste caso não é somente para o Brasil, o que mostra a estratégia americana de usar as tarifas como instrumento político.





