Quadrilha que roubava remédios para câncer fez mais de 50 assaltos e ameaçou abastecimento
Uma investigação da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) revela que a quadrilha especializada em roubar cargas de medicamentos praticou mais de 50 assaltos em 3 anos e meio. Segundo a Polícia Civil, o prejuízo provocado pelos crimes passa de R$ 30 milhões.
De acordo com a polícia, o volume de cargas roubadas chegou a comprometer o abastecimento de serviços públicos essenciais.
“O volume de roubo praticado por essas quadrilhas, por essa quadrilha, ele é tão significativo que chegou a comprometer, em certa medida, o abastecimento de serviços públicos essenciais”, disse o delegado da DRFC, André Prates.
O grupo que assaltava os caminhões recebia apoio de traficantes do Complexo da Maré, mas a quadrilha era comandada em São Paulo.
Imagens mostram que os criminosos usam uma ferramenta semelhante a uma serra elétrica para abrir a lateral do baú. A ação durou cerca de dez minutos.
Os ladrões fizeram um buraco na carroceria e retiraram caixas com medicamentos avaliados em R$ 1,1 milhão, segundo as notas fiscais apresentadas na delegacia.
Os investigadores afirmam que Fernanda e Umberto enviavam os medicamentos roubados para empresas de fachada, onde eram revendidos.
O chefe do esquema seria Stefano Mantovani Fernandes. Ele foi preso nesta terça em Santo André, no Grande ABC.
Stefano Montovani Fernandes foi preso em Santo André (SP)
Reprodução/TV Globo
Os agentes apreenderam num dos carros dele remédios roubados no início do mês, perto de Campinas. A carga foi avaliada em R$ 4,6 milhões.
Nesta quarta-feira (22), mais quatro carros apreendidos com Stefano chegaram à Cidade da Polícia. A frota é avaliada em cerca de R$ 1 milhão. “É importante mencionar que essa investigação não se trata apenas de um roubo de carga, mas sim de uma ameaça direta à vida de pacientes oncológicos”, disse o delegado de Polícia Civil, Luiz Eduardo Moura.
Polícia apreende Jaguar com carga de remédios contra o câncer
O que dizem os citados A defesa de Fernanda Rodrigues de França disse que a verdade dos fatos será integralmente reconhecida no final do processo.
A defesa de Umberto Xavier de Lima diz que não é o momento oportuno para se manifestar fora do processo.
O RJ2 não conseguiu contato com as defesas dos outros acusados.
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