O Rio de Janeiro se tornou uma das principais apostas do PT para amenizar os prejuízos que a possível vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos) em São Paulo no primeiro turno trará para o presidente Lula.
Como mostrou a coluna, caso Tarcísio vença Fernando Haddad (PT) na primeira fase da eleição, Lula ficará sem um palanque forte no maior colégio eleitoral do Brasil no provável segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL).
3 imagensFechar modal.1 de 3Presidente LulaRicardo Stuckert / PR2 de 3O presidente Lula (PT) e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD).Ricardo Stuckert/PR3 de 3Senador e pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ)VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Para ajudar a amenizar esse cenário, lideranças do PT apostam todas as fichas na eleição do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD) ao governo do Rio também em primeiro turno. Paes lidera praticamente todas as pesquisas atualmente.
A eventual eleição do ex-prefeito no primeiro turno deixaria Flávio sem um palanque no Rio. Além de ser o terceiro maior colégio eleitoral do país, o estado é simbólico para o senador, por ser o berço político do clã Bolsonaro.
Em 2026, o PT fechou aliança para apoiar Paes ao governo do Rio. Em troca, o partido indicou a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) em uma das duas vagas ao Senado. A outra será do deputado Pedro Paulo (PSD-RJ).
Palanque de Flávio em xeque
Enquanto o PT já conseguiu consolidar seu palanque no Rio, Flávio enfrenta alguns percalços. Nos últimos dias, a chapa do senador, liderada pelo deputado estadual Douglas Ruas (PL), sofreu algumas baixas.
Filiado ao PP, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa desistiu de ser candidato a vice de Douglas Ruas. Após a desistência, o PP decidiu não indicar um substituto, conforme noticiou a coluna.
A segunda vaga ao Senado na chapa segue indefinida após o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) ser alvo da Polícia Federal. A outra vaga será do senador Carlos Portinho (PL-RJ).





