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Psicólogo e coreógrafo de Uberlândia que morreu após sofrer infarto em workshop é lembrado por autenticidade e caridade

Leandro Teodoro e o filho, Pablo
Reprodução/Redes Sociais
Antes de subir ao palco ou iniciar um atendimento, Leandro Teodoro costumava fazer o mesmo movimento: observar. Psicólogo e coreógrafo, ele acreditava que cada pessoa carregava um talento próprio, ainda que escondido pela timidez, insegurança ou medo. Em vez de tentar transformá-las, preferia enxergar o que havia de melhor nelas e fazer isso florescer.
Foi assim que o filho, o coreógrafo Pablo Henrique Alves Guerra, aprendeu a conhecer o pai. Dias após a morte de Leandro, aos 52 anos, vítima de um infarto durante um workshop que ajudava a conduzir em Querência (MT), Pablo relembra a forma como ele conduzia a vida e as relações humanas, com a mesma sensibilidade que marcava seu trabalho.
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"Meu pai identificava uma característica da pessoa e respeitava. Ele buscava as boas características nessas pessoas e ampliava elas. Às vezes alguém era muito tímido, mas tinha uma boa memória, e ele ajudava a desenvolver essas características na dança", contou.
Para Pablo, essa capacidade de enxergar potencial onde muitos viam limitações era uma das maiores marcas do pai. Mais do que ensinar passos ou orientar pacientes, Leandro parecia acreditar que cada indivíduo precisava apenas de alguém disposto a olhar com cuidado.
Essa postura também aparecia na forma como conduzia a própria vida. Segundo o filho, ele nunca viveu preocupado em corresponder às expectativas alheias.
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"Meu pai era uma pessoa autêntica, que não ligava muito para a opinião dos outros. Ele fazia o que queria, sempre respeitando as pessoas e tentando uni-las."
Entre as muitas lições deixadas, uma permanece como herança afetiva. Pablo diz que cresceu ouvindo do pai que a caridade deveria estar acima de qualquer conquista pessoal, um ensinamento que hoje orienta sua própria trajetória.
"Ele sempre me educou para priorizar a caridade acima de qualquer coisa, e essa é a missão que permanece comigo. Eu mesmo permaneço dando aula porque ele nunca deixou de dar uma aula."
Leandro foi sepultado na manhã desta quinta-feira (23), no Cemitério e Crematório Parque dos Buritis, em Uberlândia.

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