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Presidente da AFA nega celular confiscado e critica operações do FBI

Presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio “Chiqui” Tapia, se manifestou sobre a operação do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI), que atingiu membros da entidade. O dirigente negou ter tido o celular confiscado e emitiu um comunicado “a todos os argentinos&#8221.
3 imagensFechar modal.1 de 3Presidente da AFA, Chiqui Tapia.Marcelo Endelli/Getty Images2 de 3Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol ArgentinoTomas Cuesta/picture alliance via Getty Images3 de 3Chiqui Tapia, presidente da Associação de Futebol ArgentinoTomas Cuesta/picture alliance via Getty Images
Em publicação nas redes sociais, Tapia foi direto sobre o assunto. O presidente da AFA pediu para que as operações contra a entidade que comanda o futebol na Argentina sejam cessadas.
“Não se deixe levar por mentiras ou pelas operações que só buscam desestabilizar. Chega de tentar enfrentar quem tanto deu para o nosso futebol. As operações passam. O compromisso, o trabalho e o coração da nossa seleção são para sempre&#8221. disse Tapia em trecho da nota (confira a íntegra ao fim da matéria).
Confisco de celular
Antes do retorno da seleção argentina para Buenos Aires no dia 20 de julho, o Departamento Federal de Investigação (FBI) teria confiscado os celulares do presidente e dos membros da Associação do Futebol Argentino (AFA) em Nova York. Porém, em comunicado, a AFA negou a ação.
Segundo os jornais argentinos Infobae e Clarín, além do presidente da AFA, Chiqui Tapia, também tiveram pertences confiscados pelo FBI: Pablo Toviggino, tesoureiro da entidade, e os empresários Diego Lucero e Javier Faroni.
Vale lembrar que Tapia e Toviggino são investigados por fraude e peculato em relação a ações na Associação do Futebol Argentino.
De acordo com as publicações argentinas, os dirigentes devem comparecer ao Tribunal Distrital da Flórida no dia 30 de julho. Eles teriam sido intimados para explicar às autoridades americanas sobre suposto desvio de US$ 300 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão) por meio de empresas de fachada.
Uma das empresas citadas é a TourProdEnter, criada por Javier Faroni, que possui sede no estado americano da Flórida. A companhia é apontada como a cabeça do esquema de lavagem de dinheiro atribuído a Chiqui Tapia. Por ela, haveria desvio de recursos de patrocínios.
Em comunicado à imprensa, a AFA desmentiu a informação de que o celular de Tapia foi apreendido durante a operação. A entidade destacou ainda que o presidente e o tesoureiro não foram intimados pelo Tribunal da Flórida, mas sim uma terceira pessoa.

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