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PM irmão de Eloá participou de cerco que levou chefão do PCC à morte

O tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), gravemente ferido após ser baleado na cabeça em um atentado, participou de uma ação policial que terminou com a morte de um importante membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), dois anos antes do ataque que o vitimou.
O confronto ocorreu na madrugada de 22 de maio de 2024, na Avenida do Estado, na região do Ipiranga, zona sul paulistana. Márcio Silva de Oliveira, o Fatioli, havia acabado de deixar uma reunião com integrantes da facção em Heliópolis, também na zona sul, quando passou a ser seguido por equipes da Rota.
6 imagensFechar modal.1 de 6Policiais no pátio do Batalhão Tobias de AguiarReprodução/Instagram2 de 6Reprodução/Instagram3 de 6PMs da RotaReprodução/Instagram4 de 6Batalhão de choque já matou 8 supostamente envolvidos em ataque a tenenteReprodução/Instagram5 de 6PMs da Rota durante rondaReprodução/Instagram6 de 6Arte/Alfredo Henrique/Metrópoles
Como mostra o processo do caso, Pimentel comandava a viatura que se aproximou do Peugeot branco ocupado por Fatioli e Lucas Rodrigues Gomes Chaves. Segundo o depoimento prestado pelo próprio oficial à Polícia Civil, ele efetuou quatro disparos de fuzil calibre 7,62 — arma usada em guerras — durante o suposto confronto. Os dois ocupantes do carro foram atingidos e, segundo registros oficiais, morreram após serem levados a hospitais da região.
A possível relação entre aquela ocorrência e o atentado contra o tenente está entre as hipóteses analisadas pela Polícia Civil. Os investigadores ainda não estabeleceram oficialmente o motivo do crime, e não há, até o momento, uma conclusão de que Pimentel tenha sido atacado por vingança.
O oficial foi baleado na cabeça em 27 de junho, enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, no ABC. Dois homens se aproximaram em uma motocicleta. O garupa efetuou os disparos e fugiu.
Reunião do PCC em Heliópolis
Fatioli era apontado pelos registros policiais como integrante do PCC e teria participado, naquela noite, de uma reunião da organização criminosa na comunidade de Heliópolis. Ele ocupava o cargo de “torre&#8221. por meio do qual coordenada o tráfico de drogas. Ele também era apontado como fornecedor das drogas usadas na região conhecida como Cracolândia, no centro paulistano.
Informações transmitidas pelo setor de inteligência da Rota indicavam que ele deixaria o local transportando armamento em um Peugeot 308 branco. O informe mobilizou equipes do batalhão de choque para a zona sul.
A presença de Fatioli naquela reunião, somada ao arsenal encontrado no veículo e à movimentação de outros integrantes da facção na região, dava a ele relevância dentro daquele núcleo criminoso.
Outro homem abordado pouco depois, em um Chevrolet Onix, afirmou aos policiais exercer a função de disciplina da Baixada do Glicério. Ele também disse que retornava da mesma reunião realizada em Heliópolis. Na linguagem da facção, a “disciplina” é responsável por fazer cumprir normas internas e decisões do grupo em determinada área.
Perseguição de um quilômetro
O Peugeot foi localizado por volta da meia-noite na Avenida das Juntas Provisórias. A equipe de Pimentel se aproximou e deu ordem de parada, mas o motorista seguiu em frente, como relataram os PMs. Iniciou-se então uma perseguição de aproximadamente um quilômetro, encerrada na altura do número 8.700 da Avenida do Estado.
O carro branco parou junto ao concreto que divide as pistas. As viaturas fecharam a passagem. Pimentel e os demais policiais desembarcaram e caminharam em direção ao veículo.

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