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Pesca na água: brincadeira estimula inteligência dos cães, mas exige cuidados

A brincadeira de pesca na água é simples e fácil de fazer. É necessário colocar pedaços de alimentos saudáveis flutuando em um recipiente para o cachorro “caçar”. A atividade é uma excelente ferramenta para gastar a energia mental de cães e combater distúrbios de comportamento dentro de casa.  

Como a postura do tutor influencia o comportamento do cachorro em casa É o bicho!

Cachorro avança em urso e salva criança de ataque Distrito Federal Cinco filhotes de cachorro são encontrados dentro de túmulo em cemitério Fábia Oliveira Cachorro “come” equipamento de apresentadora do SBT ao vivo Ao simular o comportamento de busca do animal em ambiente natural, a atividade física e cognitiva reduz o tempo ocioso e ajuda a acalmar pets hiperativos de forma totalmente dinâmica.
Algumas brincadeiras estimulam o raciocínio e ativa os instintos naturais do seu pet, sendo uma ferramenta perfeita para gastar energia mental e reduzir o estresse dentro de casa
Ativação do instinto e gasto de energia mental dos cães 
Na natureza, os animais carnívoros precisam caçar, realizando movimentos calculados, nadando e escalando para obter alimento. A rotina doméstica priva os cães desses desafios diários, o que frequentemente resulta em distúrbios comportamentais.
A proposta da pesca na água não é deixar o cão “mais inteligente&#8221. e sim ativar as habilidades natas da espécie. 
A veterinária Valeska Rodrigues destaca que “atividades que permitem aos cães preservar ou estimular habilidades da espécie são favoráveis ao desenvolvimento e ainda proporcionam uma melhor condição física&#8221.  
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Alimentos permitidos e os riscos de engasgo
Para que a atividade seja saudável, a escolha do que vai boiar no pote é crucial.
O tutor pode utilizar legumes e verduras como brócolis e folhas escuras, mas é indispensável consultar o médico veterinário para adequar a recompensa ao perfil de cada pet.  
No geral, os cachorros podem comer banana, melão, maçã (sem sementes) e cenoura crua, que ajuda a limpar os dentes.

Eles também podem consumir abobrinha, abóbora e chuchu, desde que cozidos apenas em água ou vapor, além de carnes e ovos com cozimento total, sempre preparados sem nenhum tipo de óleo, sal ou tempero. 
Itens como uva, abacate, cebola, alho, batata crua e tomate são estritamente proibidos devido ao risco de toxicidade. Se preferir, o tutor também pode trocar as frutas por brinquedos flutuantes que sejam totalmente seguros.  
Na hora de montar a pesca na água, a preparação dos pedaços exige atenção para evitar engasgos. O corte não deve ser tão pequeno quanto os grãos de ração, garantindo que o cão consiga apreender a recompensa com a boca e retirá-la sem dificuldades.  

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Uma publicação partilhada por Rafael Velozo | Adestrador | Maringá (@caomaissaudavel)

Cuidados e contraindicações
A estrutura física do pote com água deve ficar, no máximo, na altura dos cotovelos do animal para evitar quedas, mantendo o nível da água um pouco abaixo da linha do recipiente. Raças muito ativas ou com aptidão aquática, como border collie, golden retriever, beagle e labrador, são as mais indicadas para a prática.  
Cães de focinho curto, como o pug, o bulldog francês e o shih tzu, também podem participar, mas exigem que o nível de água seja ainda mais baixo e os pedaços de comida sejam maiores, além de supervisão constante para evitar acidentes.

A frequência ideal de treino pode ser diária para cães hiperativos, ou de uma a duas vezes por semana para os demais.  
Embora a pesca na água seja benéfica, a professora do curso de Medicina Veterinária da Unifran, Valeska Rodrigues, faz importantes recomendações de saúde: cães propensos a dermatites ou com problemas respiratórios não devem brincar. 

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