O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal (PF) prenda a técnica agrícola Taís Simone Prado Leal após concluir que ela descumpriu medidas cautelares impostas no processo que apura os atos de 8 de janeiro.
A ordem foi expedida pelo gabinete do ministro após a acusada deixar de cumprir as determinações judiciais e não ser localizada para intimação. Taís é de Petrolina (PE).
Taís havia firmado um acordo de não persecução penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em março de 2024, no qual confessou participação no acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes pediam intervenção militar.
Em março do ano passado, entretanto, Moraes revogou o acordo após a Polícia Federal (PF) extrair dados do celular da acusada. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), os novos elementos indicam que Taís teve participação mais ampla nos atos de 8 de janeiro do que a admitida na confissão apresentada para firmar o acordo.
Há conversas, segundo a PF, nas quais Taís diz, em 3 de janeiro, que a solução para tirar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) do poder seria a ajuda de CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores).
“Solução agora na minha opinião é os atiradores ajudar nós ou vão entregar suas armas? Os CACs?”. escreveu.





