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Chico Diaz lamenta morte do cineasta Luiz Carlos Barreto: “Muda tudo”

O ator Chico Diaz falou da sua relação de amizade e lamentou a morte do cineasta Luiz Carlos Barreto, que morreu nesta quarta-feira (22/7), aos 98 anos, no Rio de Janeiro. O artista relembrou o legado deixado pelo diretor e disse que, com sua partida, o cinema nacional entra em um “outro tempo”.
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Legado
Chico Diaz afirmou que Barreto foi um dos responsáveis por estabelecer o cinema nacional moderno. “Ele é raiz, ele é tronco, ele é sombra. Agora, sem ele, muda tudo. É um tempo que passou”, afirmou o ator, que compareceu ao velório do diretor, realizado nesta quinta (23/7) no Palácio da Cidade, em Botafogo.
“Ele inventou e reforçou a argumentação de um cinema soberano, um cinema nacional. Ele inventou muitos talentos, né? Gerou muito valor cultural pro país inteiro. É um outro tempo. São muitos, muitos filmes, muitos personagens, muita paisagem, muito Brasil. Ele é Brasil puro. Brasil puro”, completou.
O ator também falou da sua relação de amizade com Barreto. “Ele era muito franco, muito solidário, muito valente, muito expansivo e muito corajoso. Uma fibra humana rara. Ele encarava qualquer desafio com muita tenacidade. E muito humor, né? Como bom cearense, muito humor”, ressaltou.
7 imagensFechar modal.1 de 7Reprodução/Redes Sociais2 de 7Luiz Carlos BarretoReprodução3 de 7O ator Chico DiazReprodução4 de 7"Deep Fake", diz Enrique Diaz sobre semelhança com Chico DiazReprodução5 de 7Lucy e Luiz Carlos BarretoFoto: Reprodução6 de 7Nélida Piñon entre Lucy e Luiz Carlos Barreto Marco Rodrigues/Divulgação7 de 7"Prefiro histórias originais", afirma Chico Díaz sobre onda de remakesInstagram/Reprodução
Morte
Conhecido como Barretão, o diretor deixa um legado de mais de seis décadas dedicadas ao audiovisual nacional, com participação em várias produções históricas do cinema brasileiro. Ele estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu queda durante viagem ao Ceará, seu estado natal.
Ao longo da carreira, foi uma das figuras centrais do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema brasileiro nos anos 1960.
Antes de se consolidar como produtor, atuou como jornalista, fotojornalista, roteirista e diretor de fotografia. Entre seus trabalhos mais marcantes nessa função, estão Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, responsável por viabilizar clássicos como Garrincha – Alegria do Povo (1963), A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969) e Brasil Ano 2000 (1969).
Como produtor, assinou mais de 80 filmes ao longo de 60 anos de carreira. Seu maior sucesso de público foi Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), dirigido pelo filho dele, Bruno Barreto, com base na obra de Jorge Amado.

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