Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Tal pai (Jair Bolsonaro), tal filho (Flávio), ambos golpistas

Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) condenou Jair Bolsonaro à inelegibilidade por oito anos. O motivo foi uma reunião promovida por ele com embaixadores estrangeiros no Palácio da Alvorada. Na ocasião, a menos de três meses da eleição de 2022, Bolsonaro fez afirmações falsas e distorcidas sobre o processo eleitoral brasileiro, pondo em dúvida sua lisura.
Transmitido ao vivo pela TV Brasil, seu discurso pode ser resumido em quatro pontos principais:
Ataques às urnas eletrônicas: Afirmou, sem apresentar provas, que o sistema de votação eletrônica não era seguro nem auditável.
Inquérito da Polícia Federal: Utilizou dados distorcidos de uma investigação de 2018 sobre a invasão de um hacker ao sistema do TSE para sugerir que o processo eleitoral poderia ser adulterado.
Críticas ao Judiciário: Acusou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE — nominalmente Edson Fachin, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes — de parcialidade e de tentarem favorecer o candidato Lula.
Voto impresso: Defendeu a necessidade de adotar o voto impresso para garantir a transparência do pleito.
Nesta terça-feira (21), em Brasília, ao participar de um evento com diplomatas estrangeiros, o senador Flávio Bolsonaro espalhou informações falsas a respeito das urnas eletrônicas. Ele mencionou um relatório da CIA e pediu aos diplomatas que enviem o maior número possível de observadores internacionais para fiscalizar as eleições de outubro próximo.
— Há poucos dias, por coincidência, houve uma denúncia por parte do governo americano de suspeitas de fraudes em processo eleitoral eletrônico, em especial na Venezuela. […] Muitas dessas máquinas que são utilizadas nas eleições brasileiras são da mesma… Têm a mesma origem dessa empresa venezuelana — disse Flávio.
E foi adiante:
— O pedido que eu faço a todos aqui — não estou questionando o sistema de votação brasileiro — é que todos os países possam mandar a maior quantidade de observadores possível para as nossas eleições, como sempre fazem, e pessoas que tenham conhecimento sobre essa tecnologia e [sobre] como o Brasil pode ter eleições mais seguras e transparentes.
A empresa venezuelana atende pelo nome de Smartmatic. Em 2020, o TSE declarou, em nota, que a companhia nunca vendeu ao Brasil urnas ou softwares aqui utilizados, apesar de ter fornecido outros serviços, como o treinamento de pessoal para realizar suporte técnico e operacional
No mesmo evento, Flávio comentou sobre a reunião de Bolsonaro com embaixadores, afirmando que o pai está inelegível e preso por ter manifestado “uma preocupação com a transparência e a segurança do nosso sistema eleitoral&#8221. para que os embaixadores “levassem esse cenário de preocupação para os seus países&#8221.
Para Flávio, o Brasil não tem segurança jurídica, o que afastaria os investimentos estrangeiros. Ele voltou a repetir que o STF persegue seu pai e criticou a corporação: “Hoje nós temos uma Polícia Federal brasileira em que parte dela está aparelhada para continuar perseguições políticas aos opositores de Lula&#8221.
Bolsonaro pai, segundo Flávio, “mesmo sem nenhuma prova, foi condenado pelos seus próprios inimigos a 27 anos de prisão, sob acusação de tentativa de golpe de Estado, quando já não estava mais no governo e quando tinha feito toda a transição pacífica para o governo seguinte&#8221. Completou dizendo: “Uma das razões de o presidente Jair Bolsonaro não concorrer neste ano às eleições é porque ele está preso após ser vítima de uma grande farsa por parte de alguns no Poder Judiciário.”
O sangue golpista que corre nas veias do pai é o mesmo que irriga as veias de Flávio e dos seus irmãos. Em caso de derrota, Flávio parece estar pronto para não reconhecer os resultados das urnas.
 
Acesse todas as colunas do Blog do Noblat no Metrópoles

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore