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Lula decreta luto de 3 dias após morte do produtor Luiz Carlos Barreto

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decretou luto oficial de três dias após a morte do diretor e fotógrafo brasileiro Luiz Carlos Barreto, aos 98 anos, nesta quarta-feira (22/7).
Em uma publicação nas redes sociais, o petista prestou homenagem e exaltou o legado do diretor no cinema brasileiro.
“O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos&#8221. escreveu o presidente.
Conhecido como Barretão, ele foi um dos ícones do Cinema Novo, movimento que revolucionou o cinema brasileiro nos anos 1960. Também atuou na construção de políticas públicas e para o fortalecimento do setor audiovisual no país.
O empenho foi reconhecido por Lula em sua manifestação: “Como poucos, Luiz Carlos Barreto soube defender nossa produção audiovisual. Lutou por políticas públicas para o setor. Ajudou a criar, no Brasil, toda uma cadeia de gente talentosa e extremamente profissional que hoje nos traz o orgulho na forma de Oscars, Leões de Ouro e muito prestígio internacional&#8221. disse.

O cinema brasileiro deve muito a Luiz Carlos Barreto, que nos deixou nesta quarta-feira. Seu amor pelo Brasil, seu talento e, sobretudo, seu espírito inquieto o transformaram no mais importante produtor do cinema nacional nos últimos cinquenta anos.
Em reconhecimento à sua obra…
— Lula (@LulaOficial) July 22, 2026

Trajetória
Antes de consolidar a carreira no cinema, Luiz Carlos Barreto foi jornalista, fotojornalista, roteirista e diretor de fotografia. Entre seus trabalhos mais marcantes nessa função, estão Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha.
Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas, responsável por viabilizar clássicos como Garrincha – Alegria do Povo (1963), A Hora e Vez de Augusto Matraga (1965), O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro (1969) e Brasil Ano 2000 (1969).
Como produtor, assinou mais de 80 filmes ao longo de 60 anos de carreira. Seu maior sucesso de público foi Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), dirigido pelo filho dele, Bruno Barreto, com base na obra de Jorge Amado.
O diretor estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu queda durante viagem ao Ceará, seu estado natal, onde receberia homenagem.

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