O clima nesta quarta-feira (22/7) será marcado por um contraste meteorológico em todo o território nacional. Enquanto o avanço de uma nova frente fria traz instabilidade e chuva forte para os estados do Sul, a maior parte do país continua sob o domínio de uma ampla massa de ar seco e quente, típica do meio do inverno no Brasil Central.
Os efeitos da atuação do El Niño — o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico Equatorial — são justamente o motor por trás deste forte contraste climático observado no Brasil.A dinâmica do fenômeno altera a circulação dos ventos em altitude e intensifica três padrões principais:
Bloqueio atmosférico e tempestades no Sul: O El Niño desvia e prende as frentes frias na Região Sul. Em vez de avançarem rapidamente pelo país, os sistemas estacionam na região, provocando os temporais, rajadas de vento e os elevados acumulados de chuva registrados no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Calor e estiagem acentuados no Centro-Oeste e Sudeste: O fenômeno fortalece uma alta pressão sobre a faixa central do país. Essa “barreira” impede que a umidade vinda do Sul avance, mantendo o ar extremamente seco, dias ensolarados e temperaturas acima da média histórica para meados de julho.
Aceleração da seca no Norte e Nordeste: Ao alterar os padrões globais de precipitação, o El Niño reduz a formação de nuvens de chuva no Centro-Norte brasileiro. Isso antecipa e agrava o período de estiagem no interior do Nordeste e no sul da Amazônia, elevando o risco de queimadas vegetais.
Na Região Sul, o deslocamento do sistema frontal favorece o aumento da nebulosidade e a ocorrência de temporais acompanhados de rajadas de vento. As áreas de maior atenção concentram-se no Paraná e em Santa Catarina, com acumulados expressivos de chuva, enquanto o Rio Grande do Sul registra queda nas temperaturas ao longo do dia com a chegada do ar mais frio.
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No Sudeste, o sol predomina na maior parte da região durante o dia, mantendo as temperaturas elevadas à tarde. O estado de São Paulo e o interior de Minas Gerais continuam com índices baixos de umidade relativa do ar, embora a aproximação da frente fria deva provocar chuva no litoral sul paulista e aumento de nuvens no fim do dia.





