Operação de transporte de cargas em porto
Bruno Leão/ Sedecti
Andamento das negociações
Conforme a avaliação de negociadores brasileiros envolvidos nas conversas, quando as negociações começaram efetivamente no ano passado — após o encontro Lula e Trump na Malásia —, foi possível obter avanços junto ao governo americano.
Mesmo assim, auxiliares do presidente Lula passaram a tentar contato com interlocutores de Donald Trump para tentar uma última rodada de negociação. Na véspera do prazo para os EUA decidirem sobre as novas taxas, integrantes dos dois países se reuniram e o Brasil disse que o tarifaço era "injusto".
De acordo com ministros, a ordem do presidente Lula foi que o Brasil não deixasse a mesa de negociação e não deixasse a ideologia contaminar as conversas. A avaliação do governo brasileiro foi que a decisão do USTR de recomendar as tarifas foi política e ideológica.
Os Estados Unidos são o segundo maior parceiro comercial do Brasil. De acordo com o governo, dos 10 produtos americanos mais vendidos no Brasil, oito entram sem tarifa.
Além disso, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin, a tarifa média aplicada aos principais produtos com origem americana têm tarifa média de 3%. Diante disso, Alckmin passou a dizer que o tarifaço americano não faz "sentido".





