A trombose em jovens costuma ser associada ao uso de anticoncepcionais hormonais e predisposição genética, mas especialistas alertam que essa relação representa apenas uma parte do problema. Sedentarismo, obesidade, tabagismo, cirurgias e longos períodos de imobilidade também podem favorecer a formação de coágulos, inclusive em pessoas sem doenças prévias.
Embora seja mais comum em idosos, a doença também pode atingir adultos jovens e, quando não identificada rapidamente, pode evoluir para complicações graves, como a embolia pulmonar. Reconhecer os fatores de risco e os sintomas é essencial para buscar atendimento precoce.
Estilo de vida e genética aumentam o risco
Segundo o angiologista Thiago Osawa, do Hospital DF Star, da Rede D’Or, a trombose raramente ocorre por um único motivo em pacientes jovens.
“O estilo de vida atual cobra o seu preço. O hábito de passar horas estático trabalhando no computador, maratonando séries ou jogando videogame sem pausas, somado ao tabagismo, obesidade, desidratação e até cirurgias recentes favorece o desenvolvimento da trombose”, afirma.
O especialista explica que alguns jovens também apresentam alterações anatômicas ou predisposição genética que aumentam o risco de formação de coágulos mesmo mantendo hábitos saudáveis.
Sintomas da trombose venosa profunda (TVP)
Inchaço repentino, geralmente em apenas uma perna.
Dor persistente, principalmente na panturrilha ou na coxa.
Sensação de peso ou tensão na perna.
Calor na região afetada.
Vermelhidão ou coloração arroxeada da pele.
Dor que pode piorar ao caminhar ou ao ficar em pé.
Veias superficiais mais aparentes em alguns casos.
Prevenção depende de hábitos simples
De acordo com o angiologista Bruno Lorenção, do Hospital DF Star, da Rede D’Or, pequenas mudanças na rotina ajudam a reduzir significativamente o risco da doença.
“A melhor prevenção é se mexer e se hidratar. Quem trabalha sentado deve levantar pelo menos uma vez por hora, além de manter um peso saudável, evitar o cigarro e adotar atividade física regularmente”, orienta.
O médico acrescenta que, em viagens prolongadas, movimentar as pernas, caminhar durante os intervalos e, quando indicado pelo especialista, utilizar meias de compressão são estratégias importantes para manter a circulação adequada.
Apesar de o anticoncepcional continuar sendo um fator de risco conhecido, especialistas reforçam que a trombose em jovens é uma condição multifatorial. Por isso, conhecer os fatores que favorecem a doença e procurar assistência médica diante de sintomas suspeitos pode fazer toda a diferença no diagnóstico precoce e na prevenção de complicações potencialmente fatais.





