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Planta cica: o arbusto decorativo que é fatal para cães

A planta cica, também conhecida como sagu-de-jardim, tem se tornado uma das maiores vilãs dos cães nos quintais brasileiros, pois esconde em suas sementes e folhas uma toxina extremamente potente capaz de destruir o fígado dos animais em poucas horas. Embora pareça apenas um arbusto decorativo inofensivo, a espécie atrai principalmente filhotes curiosos, gerando quadros graves de intoxicação que podem levar a óbito mesmo em pequenas doses.
O grande perigo começa na forma como os animais exploram o ambiente, utilizando bastante a boca no processo. Os filhotes, em especial, costumam mastigar objetos por pura curiosidade ou para aliviar o incômodo da troca de dentes, sentindo-se muito atraídos pela textura macia das folhas novas da planta Cica.

Labrador que se tornaria cão-guia morre ao comer planta tóxica É o bicho!

Como a postura do tutor influencia o comportamento do cachorro em casa Fábia Oliveira Cachorro “come” equipamento de apresentadora do SBT ao vivo Televisão Apresentador causa revolta ao sugerir envenenamento de cachorros Embora seja uma escolha comum em jardins, a Cica esconde a cicasina, uma toxina potente capaz de causar falência hepática grave em cães
Todas as partes da planta são tóxicas
A substância responsável por essa alta toxicidade é a cicasina que, após ser metabolizada, libera compostos prejudiciais ao organismo. Todas as partes do vegetal são venenosas, mas as sementes concentram a maior parte do veneno, sendo que apenas uma pode ser suficiente para intoxicar gravemente um pet.
O contato físico simples com as folhas não costuma causar problemas. O professor João Paulo Lacerda explica que, ao brincar ou morder o arbusto, o animal pode ingerir pedaços de forma acidental ao se lamber, o que torna a exposição perigosa.
Classificada no nível máximo de risco para pets, a cica está entre as plantas ornamentais potencialmente fatais devido aos graves danos rápidos que causa ao organismo do animal
O ataque silencioso ao fígado e os primeiros sintomas
Os primeiros sinais clínicos da intoxicação costumam se manifestar rapidamente, surgindo entre 15 minutos e poucas horas após o consumo. O tutor começará a observar episódios frequentes de vômitos, apatia, falta de apetite, salivação intensa, dor abdominal e diarreia, que às vezes pode vir acompanhada de sangue.
O maior erro dos responsáveis é acreditar que o pior já passou após os primeiros vômitos cessarem. Na verdade, a toxina atua de maneira silenciosa, destruindo as células hepáticas e comprometendo funções como a coagulação do sangue e a produção de proteínas vitais.
Os sinais mais graves de falência do fígado costumam aparecer de 24 a 72 horas após a ingestão da planta. Nessa fase tardia, pode surgir coloração amarelada da pele e mucosas, fraqueza intensa, alterações no sangue, hemorragias, tremores, convulsões e coma, nos casos mais graves.
4 imagensFechar modal.1 de 4Os cães podem expressar afeto de diferentes formasGetty Images2 de 4A relação de proximidade entre tutor e pet influencia o bem-estar de ambosGetty Images3 de 4A conexão mútua ocorre pelo olhar – adoçãoGetty Images4 de 4Os animais de estimação desempenham um papel importante para a famíliaGetty Images
O socorro de emergência e o tratamento na clínica
Ao ver ou suspeitar que o cão mastigou a planta, a recomendação é retirar qualquer pedaço que ainda esteja na boca do pet com segurança e correr para o veterinário. Tentar forçar o vômito em casa utilizando receitas caseiras é expressamente contraindicado pelos profissionais.
A indução forçada sem acompanhamento pode provocar sérias lesões no esôfago e riscos de aspiração de conteúdo para os pulmões. João Paulo Lacerda, coordenador do curso de medicina veterinária do Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) enfatiza que “a decisão de induzir o vômito deve ser feita exclusivamente por nós, médicos veterinários&#8221. já que animais com alterações neurológicas iniciais não conseguem proteger as vias respiratórias.
Por não existir um antídoto específico para combater o veneno da planta Cica, o tratamento na clínica foca no suporte intensivo e na descontaminação rápida através de fluidoterapia, carvão ativado e protetores hepáticos. Quando o socorro é demorado e a insuficiência hepática grave se instala, a taxa de mortalidade descrita na literatura médica pode ultrapassar alarmantes 50% a 75%.

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