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PCC teria ordenado ataque contra tenente da Rota de dentro da cadeia

A ordem para executar o tenente Ronickson Pimentel dos Santos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), teria partido de dentro do sistema carcerário paulista.
Um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), preso no Centro de Detenção Provisória IV de Pinheiros, na zona oeste da capital, é apontado como o suposto responsável por determinar o ataque contra o oficial da Polícia Militar (PM), ocorrido em 27 de junho na região do ABC.
A informação consta de uma denúncia recebida pelo Disque Denúncia (181) e encaminhada às forças de segurança. Segundo documentos obtidos pelo Metrópoles, a Polícia Civil de São Paulo passou a apurar o relato e outras informações relacionadas ao planejamento do crime.
6 imagensFechar modal.1 de 6Policiais no pátio do Batalhão Tobias de AguiarReprodução/Instagram2 de 6Reprodução/Instagram3 de 6PMs da RotaReprodução/Instagram4 de 6Batalhão de choque já matou 8 supostamente envolvidos em ataque a tenenteReprodução/Instagram5 de 6PMs da Rota durante rondaReprodução/Instagram6 de 6Arte/Alfredo Henrique/Metrópoles
Por ainda haver incerteza sobre a autoria intelectual do atentado, o nome do suposto mandante será preservado nesta reportagem.
O registro afirma que o integrante da facção teria transmitido as ordens por intermédio de pessoas que estavam fora da prisão. Ele também teria ligação com membros da alta cúpula da facção. O relato ainda menciona que comparsas teriam providenciado apoio financeiro e operacional para a emboscada contra o tenente.
A denúncia foi classificada como de alta prioridade e relacionada diretamente ao atentado sofrido por Pimentel. Ao analisar o registro, a Polícia Militar confirmou que o homem indicado estava preso preventivamente no CDP IV de Pinheiros desde setembro de 2025.
Ordem da facção
O denunciante afirmou que a motivação do ataque seria uma “ordem da facção” e que o comando teria sido enviado “de dentro da cadeia”.
Outros relatos recebidos pelo canal 181 indicaram que pessoas ligadas à “sintonia final de rua” do PCC, além de lideranças criminosas da zona leste e da favela de Heliópolis, na zona sul, teriam participado das articulações relacionadas ao atentado.
A Polícia Civil descreve o caso como uma “empreitada criminosa complexa”, com vários participantes e divisão de funções. Segundo o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), dois homens foram encarregados de executar os disparos, enquanto outros suspeitos atuaram no apoio e na logística da fuga.
Pimentel foi atacado em 27 de junho, enquanto aguardava a abertura de um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul (assista abaixo). Dois homens chegaram em uma motocicleta e um deles atirou contra a cabeça do oficial, que estava fora de serviço e sem farda. O tenente foi internado em estado grave.

 
Peça-chave foi morta pela Rota
A motivação do atentado ainda não foi esclarecida. Um dos homens que poderiam ajudar nisso era Marcelo de Jesus Dias, o Nego Zum, apontado como piloto da motocicleta usada pelos atiradores.
Nego Zum foi morto em uma suposta troca de tiros com policiais da Rota, a mesma tropa de Pimentel. A Polícia Civil só foi comunicada horas depois.
Como revelou o Metrópoles, a ação “silenciou” uma peça-chave para que os investigadores descobrissem quem ordenou o ataque e por quê. Ele é um dos sete mortos pela Rota desde o início das apurações do caso.

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