A Justiça de São Paulo determinou que o Google forneça os dados de identificação do responsável pela publicação de um vídeo no YouTube que associou um produto da influenciadora Virgínia Fonseca a um caso de cegueira de uma cliente.
A decisão atende a um pedido dos advogados de Virgínia e da WePink, em meio a um processo que busca indenização por danos morais contra um youtuber.
Em decisão obtida pela coluna, o juiz Rafael Saviano Pirozzi, da 3ª Vara Cível do Jabaquara, determinou que o Google forneça, em até 15 dias, os dados que permitam identificar o responsável pela publicação, como o endereço de IP, além da data e do horário em que o vídeo foi publicado.
“Expeça-se ofício ao Google Brasil Internet Ltda. para que, no prazo de 15 (quinze) dias, informe, relativamente ao vídeo disponível no endereço eletrônico os seguintes dados, caso existentes em seus registros: a) o endereço IP utilizado para o acesso/publicação correspondente ao vídeo; b) a porta lógica de origem (porta de conexão); c) a data e o horário, com indicação do respectivo fuso horário, dos registros de conexão relacionados ao acesso/publicação”. cita a decisão.
Os advogados de Virgínia acionaram a Justiça por entenderem que o conteúdo configura “disseminação de notícias falsas, difamatórias e caluniosas” veiculadas pelo criador de conteúdo Paullo R.
Conforme mostrou a coluna do Metrópoles Fábia Oliveira, o influenciador foi o primeiro a publicar um vídeo relatando o caso de uma mulher que afirmou ter ficado cega após utilizar um produto da WePink.





