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Granizo do tamanho de ovos no RS: saiba como as pedras de gelo se formam nas nuvens e atingem o solo

Granizo atinge cidades do interior do RS
Cidades do Rio Grande do Sul registraram queda de granizo na manhã desta terça-feira (21). Imagens mostram pedras de gelo do tamanho da palma da mão de uma pessoa. Em outra foto, moradores colocam um ovo de galinha ao lado do granizo para comparar o tamanho. Os temporais atingiram os municípios de Vale do Sol e Rio Pardo, na Região dos Vales.

❄️ O granizo acontece durante tempestades intensas. É um fenômeno que costuma ser rápido, mas tem potencial destrutivo e pode causar danos em telhados e plantações, por exemplo. Em poucos minutos, a queda das pedras de gelo pode provocar prejuízos.
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Segundo a Climatempo Meteorologia, o granizo se forma dentro de nuvens de grande extensão vertical, chamadas de cumulonimbus. Dentro da nuvem, correntes de ar carregam gotas de água para regiões extremamente frias da atmosfera, onde ocorre o congelamento.

As partículas sobem e descem diversas vezes, acumulando camadas sucessivas de gelo. Quando ficam pesadas e as correntes de ar não conseguem mais sustentá-las, as pedras caem no solo. O tamanho das pedras de gelo e a intensidade da "chuva de granizo" são variáveis.

"Embora o granizo chegue ao solo com tamanhos variados, dentro das nuvens as pedras de gelo podem ser enormes. Durante a queda, parte do gelo derrete, reduzindo a massa, mas ainda assim há registros de granizos que atingem o chão com tamanho semelhante a bolas de tênis, ampliando o potencial de danos", diz a Climatempo.

As tempestades de granizo são mais frequentes durante a primavera e o verão, pois a combinação entre calor intenso e alta umidade favorece a formação das nuvens cumulonimbus. Apesar disso, o fenômeno ocorre o ano inteiro, como foi o caso dos temporais dos últimos dias no RS.
Granizo atinge cidades do interior do RS
Defesa Civil de Rio Pardo
Previsão do tempo
A previsão indica que a terça-feira será marcada por chuva intensa e risco de temporais em grande parte do território gaúcho. Desde o fim de semana, 49 cidades tiveram danos causados pelos temporais e 19 pessoas estão desalojadas.

Segundo a Climatempo, as áreas mais sujeitas aos temporais são as regiões Noroeste, Norte, Planalto e Serra, além de localidades ao norte da Região Metropolitana de Porto Alegre. Nesses pontos, as tempestades podem vir acompanhadas de descargas elétricas e rajadas de vento que podem alcançar 80 km/h.
Os maiores volumes de chuva são esperados entre municípios próximos à fronteira com a Argentina e a região de Erechim. Em locais isolados, os acumulados podem chegar a 100 milímetros, cenário que aumenta o risco de alagamentos e enxurradas.
Na quarta-feira (22), a frente fria avança para Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul. Mesmo com o afastamento do sistema, a atmosfera continuará favorável à ocorrência de pancadas de chuva em diferentes regiões do RS.
As precipitações mais expressivas devem ocorrer entre o Noroeste, o Norte e a Serra, onde a chuva pode ser forte em alguns momentos e gerar novos acumulados elevados. Já na Campanha e na Zona Sul, a chuva tende a ser mais irregular e localizada.
A previsão indica uma mudança mais significativa na quinta-feira (23). Com a entrada de uma área de alta pressão associada a uma massa de ar polar, o tempo volta a ficar firme em grande parte do Rio Grande do Sul.
Granizo atinge cidades do interior do RS
Cristiano Trindade e Defesa Civil de Rio Pardo
VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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