O governo federal iniciou, nesta terça-feira (21/7), a primeira rodada de reuniões com representantes dos setores afetados pela nova tarifa de 25% imposta aos produtos brasileiros pelos Estados Unidos. A nova tarifa de 25% imposta pelo governo Trump entra em vigor na próxima quarta-feira (22/7).
Entre os compromissos da manhã, está uma reunião do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, com representantes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Para impor, a tarifa, o USTR cita como motivos para a medida tarifas preferenciais injustas adotadas pelo Brasil em relação a outros países, falhas no combate à corrupção, desleixo com a proteção da propriedade intelectual, dificuldades impostas para o acesso, pelos norte-americanos, ao mercado de etanol e falta de eficácia no combate ao desmatamento ilegal.
O documento faz ainda uma série de críticas ao Pix e ao Banco Central do Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos aponta que o Pix cria vantagens competitivas em relação a empresas privadas estrangeiras que oferecem serviços de pagamento digital.
“Esta ação é resultado de uma investigação de um ano que constatou que várias práticas do Brasil são desarrazoadas e discriminatórias, restringindo a posição competitiva de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos”. alegou o USTR.
Entre os itens que não serão taxados, se destacam, por exemplo, alimentos como café, mel orgânico, açaí, carne bovina, laranja, terras-raras e outros.





