"Os camarões possuem um alto poder de bioacumulação, de modo que qualquer contaminante presente na água pode ser absorvido por eles, ficando tanto nos tecidos quanto na carapaça. Por meio de experimentos específicos, conseguimos realizar essa quantificação. Uma vez coletados e manipulados em laboratório, conseguimos avaliar a quantidade de metais presentes e também analisar a histologia desses animais, observando assim os efeitos em nível laboratorial", explicou o biólogo.
Os resultados apontam grande quantidade de metais pesados nos camarões, considerando o tamanho do organismo. Isso alerta para o risco de consumo por comunidades ribeirinhas.
"É uma concentração elevada para o tipo de organismo com o qual trabalhamos, já que ele apresenta capacidade de bioacumulação. Assim, à medida que se consome mais camarões, ocorre o acúmulo desses contaminantes no próprio organismo humano. Atualmente, conseguimos observar que os rios estão contaminados, evidenciando uma forte pressão antrópica, a qual pode ser detectada pelos camarões como indicadores da degradação ambiental", destacou Jefferson.
Camarões são coletados nos rios do Amapá
Rede Amazônica/Reprodução
O estudo deve ajudar a identificar áreas contaminadas e incentivar políticas públicas no Amapá. A pesquisa é feita em parceria entre a Universidade do Estado do Amapá (Ueap) e a Universidade Federal do Amapá (Unifap).
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Rede Amazônica/Reprodução
Garimpo ilegal no Amapá
Em 2026, a Polícia Federal (PF) já realizou três operações contra o garimpo ilegal no Amapá. A mais recente ocorreu no Santuário das Árvores Gigantes, área de floresta entre Laranjal do Jari (AP) e Almeirim (PA).
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O Santuário preocupa autoridades, que reforçaram o combate ao avanço do garimpo na região.
Em setembro de 2025, organizações ambientais alertaram que sete árvores gigantes da espécie angelim-vermelho, com mais de 80 metros de altura, correm risco de desaparecer no Amapá devido ao avanço do garimpo ilegal.
Outro foco da PF é o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Imagens registradas nesta segunda-feira mostram poças cavadas e contaminadas por minério dentro do Parque.
As investigações da PF mostram que organizações criminosas financiam a logística dos garimpos ilegais em áreas estratégicas. Os principais pontos de atenção são Oiapoque, Laranjal do Jari e Calçoene.
As quadrilhas não extraem apenas ouro, mas também cassiterita, mineral essencial para a indústria.
O monitoramento das áreas é feito por satélite. Em alguns casos, só é possível medir o impacto quando a destruição já é extensa.
Ações da PF são intensificadas nos garimpo
Polícia Federal/Divulgação
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