Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (20) em queda, com um recuo de 0,08%, cotado a R$ 5,1071. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ Sem avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, as preocupações sobre o bloqueio do Estreito de Ormuz seguem no centro das atenções. Os ataques entre os dois países completam o décimo dia nesta segunda-feira (20), levantando dúvidas sobre a reabertura do estreito e seus impactos na oferta global de petróleo e, consequentemente, sobre a inflação mundial.
Durante o final de semana, os preços do petróleo chegaram a ficar acima dos US$ 90. Nesta segunda, no entanto, as cotações estão em queda. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, tinha queda de 2,12%, cotado a US$ 86,23. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, caía 2,53%, cotado a US$ 80,40 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: -0,05%;
Acumulado do mês: -1,00%;
Acumulado do ano: -6,88%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: –2,33%;
Acumulado do mês: +0,98%;
Acumulado do ano: +7,81%.
Escalada das tensões no Oriente Médio
O Irã lançou bombardeios contra diversas bases dos EUA no Oriente Médio nesta sexta (17) após acusar Washington de atacar alvos civis. Países da região denunciaram ataques iranianos.
"Na noite passada, o exército dos EUA voltou a agir, utilizando suas bases na Jordânia para realizar, segundo o comunicado, um grande crime de guerra, atacando alvos civis, incluindo várias pontes, áreas residenciais e uma estação de bombeamento de água em Bandar Abbas, no sul do Irã", afirmou a Guarda Revolucionária iraniana em comunicado.
O embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, condenou nesta sexta os ataques dos EUA contra a infraestrutura civil iraniana e voltou a acusar Washington de cometer crimes de guerra.
Mais cedo nesta semana, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que concluiu uma nova rodada de ataques contra alvos no Irã. Além de centros de comando, a ofensiva também mirou posições de defesa aérea, capacidades de mísseis e drones e instalações de vigilância costeira iranianas.
Em comunicado, o Centcom afirmou que os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade do Irã de ameaçar embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo.
As forças americanas informaram ainda que utilizaram munições de precisão contra alvos em diferentes localidades, incluindo Bandar Abbas.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
A escalada das tensões no Oriente Médio nos últimos dias volta a trazer preocupações sobre a oferta mundial de petróleo, principalmente por conta do tráfego limitado no Estreito de Ormuz.
Nesta quinta-feira, o Irã afirmou que o canal é uma "linha vermelha" inviolável e alertou que caso Trump cumpra sua ameaça de atacar a infraestrutura iraniana, o país retaliará contra toda a infraestrutura na região do Golfo.
Com o bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz, dados do setor de transporte marítimo já mostraram que menos navios conseguiram atravessar o estreito. Não foram avistados petroleiros de grande porte nem navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL).
Bolsas globais
Na Ásia, as bolsas tiveram uma queda generalizada nesta sexta-feira, com os índices de referência da China registrando a maior perda semanal em mais de dois anos depois que a oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) da fabricante de chips CXMT gerou temores de problemas de liquidez.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 3,60%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 3,05%.
Entre as demais bolsas da região, o Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,78%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve perdas de 1,78%. O Kospi, da Coreia do Sul ficou fechado.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Murad Sezer/ Reuters





