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Convenções partidárias: período para partidos escolherem candidatos começa nesta segunda (20); veja cenário no Ceará

Eleições 2026: o que você precisa saber neste mês de julho.
No dia 4 de outubro, os brasileiros vão às urnas para escolher deputados estaduais, deputados federais, senadores, governadores e um presidente. Mas antes do eleitor definir o voto, os partidos precisam definir quem vai representá-los nas urnas. Essa definição ocorre durante as chamadas convenções partidárias. No Ceará, sete pré-candidatos ao Governo do Estado podem ter os nomes confirmados nos próximos dias.
A partir desta segunda-feira (20), os partidos podem realizar suas convenções. O prazo para realização vai até o dia 5 de agosto. É na convenção que são definidas as chapas eleitorais. Após a definição dos nomes, os partidos têm até o dia 15 de agosto para submeter as candidaturas junto à Justiça Eleitoral. A campanha, então, começa oficialmente no dia 16 de agosto.

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Nas convenções, partidos e as federações (que são uniões de partidos para concorrer às eleições) definem quem disputará os cargos de presidente, governador, senador, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital. As convenções podem ser realizadas de forma presencial, virtual ou ter formato híbrido.

Por exemplo, no caso das candidaturas proporcionais (como deputados), os partidos devem respeitar a cota de gênero definida por lei, com mínimo de 30% e máximo de 70% de candidaturas de cada sexo. Partidos que não cumprem a regra podem ser punidos com a perda dos mandatos.

Durante as convenções, as siglas devem elaborar uma ata com as decisões tomadas, informando, por exemplo, o local, a data e o horário da reunião, a lista de presenças, o responsável pela condução dos trabalhos e a lista dos candidatos escolhidos. A ata da convenção é um dos documentos que os candidatos devem apresentar à Justiça Eleitoral quando vão registrar sua candidatura oficialmente.

🔎Como está o cenário no Ceará?

Até o momento, Ceará tem 7 pré-candidatos ao Palácio da Abolição, sede do governo estadual
Fabiane de Paula/SVM
No Ceará, sete partidos apresentaram pré-candidatos ao Palácio da Abolição. Conforme a última pesquisa Quaest para a o governo estadual, três candidatos têm pontuado melhor até o momento: o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB), com 41%; o governador Elmano de Freitas (PT), com 31%; e o senador Eduardo Girão (Novo), com 5%.

Para o cientista político Cleyton Monte, a eleição deste ano deve ser uma das mais acirradas do estado e vai indicar até que ponto a disputa presidencial pode influenciar os cenários estaduais. “A grande questão aqui no Ceará e em outros estados também é a que ponto nós teremos uma disputa nacionalizada”, considera Clayton.

Na disputa cearense, o tucano Ciro Gomes tem o apoio do PL do senador Flávio Bolsonaro, apesar de já ter afirmado que não irá apoiar a campanha presidencial de Flávio. Enquanto o petista Elmano tem o apoio de Lula e deve usar a imagem do presidente – no Nordeste, Lula possui uma aprovação de 61%, segundo a Quaest.

“Você vê cada vez mais o grupo do governador Elmano de Freitas associando, relacionando diretamente o grupo do Ciro Gomes ao bolsonarismo, às lideranças bolsonaristas, à agenda bolsonarista. E do outro lado, você tem as lideranças da oposição dizendo que a disputa no Ceará é uma disputa local, que nada tem a ver com o cenário nacional”, explica o cientista político.

A disputa no estado vai marcar também o confronto entre os dois nomes considerados precursores do grupo político há 20 anos no poder no estado: os irmãos Cid Gomes (PSB) e Ciro Gomes (PSDB), que estão em lados opostos mais uma vez.

Cid é considerado o fundador do atual grupo político, a partir da sua eleição como governador em 2006. Ao fim do seu segundo mandato, Cid indicou como sucessor Camilo Santana (PT) e, mais tarde, virou senador. O petista cumpriu dois mandatos de governador e foi eleito senador ao fim.

Camilo, por sua vez, indicou Elmano, que concorre ao segundo mandato em 2026. O processo de sucessão de Camilo, porém, marcou o primeiro grande racha dos aliados – colocando o PDT e o PT, partidos basilares do grupo, em lados opostos.
Se Cid é descrito por aliados como articulador do grupo, Ciro era apontado como o responsável pelas ideias. Os irmãos, no entanto, romperam em 2022, durante a escolha do sucessor de Camilo. As eleições de 2026, portanto, marcam mais um capítulo da rixa.

Irmãos Cid e Ciro Gomes estão brigados publicamente desde 2022
Fabiane de Paula/Thiago Gadelha
De um lado, o senador Cid Gomes vai concorrer novamente ao Senado, a pedido pessoal de Lula, na chapa de Elmano; enquanto Ciro Gomes vai tentar voltar ao governo do Ceará após 32 anos da sua última gestão, tendo em sua chapa desafetos de Cid, como ex-deputado federal Capitão Wagner (União), que concorre ao Senado.

“O senador Cid é uma figura importante de articulação, principalmente no interior do Estado. É considerado o fundador desse grupo que está no poder desde 2006. E, claro, o governo quer fazer um contraponto com o irmão, Ciro”, avalia Cleyton. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará:

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