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Vício em bets: ex-zagueiro perdeu carreira e roubou família, mas encontrou saída

Belo Horizonte –  “Pode mostrar o rosto. Eu era jogador, tenho certeza de que muita gente vai ficar surpresa.” Aos 25 anos, o ex-zagueiro profissional Ítalo Augusto Souza Araújo abre mão do anonimato para contar como o vício em jogos mudou sua vida e dar um rosto a uma dura realidade, na esperança de alertar outras vítimas: “Hoje eu posso dizer que perdi meu sonho por causa do jogo. Por causa do jogo, não. Por causa da ganância.”
Aviso: esta reportagem inclui relato de ideação suicida e pode ser sensível para alguns leitores.
As apostas, vistas como um caminho para conquistar dinheiro rápido, levaram Ítalo à dependência, tomando atitudes que jamais imaginou: roubou dinheiro da própria família, se endividou com agiotas e, no momento mais crítico, pensou em jogar o carro contra um caminhão. Um ambiente que prometia sucesso e ostentação acabou levando o jovem ao fundo do poço, como ele mesmo afirmou.
“No futebol, a gente vive num mundo de ego. Se você tem 10, eu quero ter 11&#8221. resume.

Precisa de ajuda? Saiba onde procurar

O vício em aposta é reconhecido como um transtorno de saúde mental e tem tratamento.
Pelo SUS, procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).
Os Jogadores Anônimos (JA) realizam reuniões gratuitas em diversas cidades. Em Belo Horizonte, os encontros ocorrem às terças e quintas-feiras, das 19h às
21h15, na Sede da Abraço (Av. do Contorno, 4.777, Funcionários). Informações pelo WhatsApp: (31) 99206-2501.
Em caso de sofrimento emocional intenso ou ideação suicida, procure imediatamente um serviço de saúde ou entre em contato com o CVV (Centro de Valorização da Vida), que oferece apoio emocional 24 horas por dia.

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