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Gastroenterologista ensina como melhorar a flora intestinal em 30 dias

Gases, inchaço, diarreia ou prisão de ventre podem ser alguns dos indicativos de que algo não vai bem com a saúde do intestino. Segundo a gastroenterologista Paula Novais, esses sintomas podem indicar que a flora intestinal — ou, em termos mais precisos, a microbiota — está em desequilíbrio, caracterizando uma disbiose: quando as bactérias nocivas superam as benéficas. A boa notícia é que há maneiras de melhorar o quadro com mudanças de hábitos e, em 30 dias, já se notam diferenças.

Em entrevista à coluna Claudia Meireles, Paula Novais afirma: “Em um mês, conseguimos ver mudanças iniciais, principalmente quando há uma melhora na alimentação e no estilo de vida”, aponta.
Segundo a especialista, porém, não há como prometer uma flora intestinal “perfeita” ou uma transformação definitiva nesse período.
“A microbiota saudável não se constrói com protocolo milagroso, detox ou suplemento isolado. Ela vai melhorar com diversidade alimentar, fibras, polifenóis, alimentos minimamente processados, sono adequado, controle do estresse, atividade física e constância”, assegura.
Além da alimentação, exercícios físicos regulares são capazes de tornar a flora intestinal mais saudável
Como melhorar a flora intestinal, segundo gastroenterologista
Para embasar essa tese, a médica recorreu à ciência. Segundo ela, um estudo publicado pela revista Nature mostrou que mudanças importantes na composição da microbiota podem ocorrer em apenas um a dois dias diante de uma alteração alimentar extrema.
“Mas essas mudanças rápidas tendem a ser mais instáveis. O intestino responde rápido, entretanto, também volta rápido ao padrão anterior se a pessoa abandona os hábitos”, alerta a gastroenterologista.
Para efeitos mais profundos e duradouros, é preciso manter os cuidados por mais tempo. “Estudos de intervenção com dieta mediterrânea mostram que, ao longo de um ano — especialmente quando combinada com atividade física —, há mudanças mais consistentes na microbiota, nos metabólitos intestinais, no peso e em marcadores cardiometabólicos”, avalia.
A médica aconselha adicionar alimentos ricos em fibras na alimentação
Nem todo organismo responde igual
Embora os ajustes na alimentação e nos hábitos tragam benefícios para a flora intestinal, Ana Paula reforça que não existe uma fórmula que funcione para todo mundo.
“A resposta da microbiota varia muito de pessoa para pessoa. Um estudo recente com mais de 10 mil indivíduos mostrou que as associações entre dieta e microbioma são bastante individuais e podem persistir ao longo dos anos. Por isso, a ideia não é seguir a dieta da moda por 30 dias, mas usar esse período como começo de um plano mais sustentável”, alerta.
Atenção aos sinais de alerta e acompanhamento médico fazem diferença
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