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Tarifaço: Rubio reforça tom político e diverge de escritório comercial dos EUA

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, reforçou o caráter político atribuído pelo governo Lula à decisão do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) de aplicar novas tarifas a produtos brasileiros. Em declaração nas redes sociais, Rubio acusa Lula pelas taxas e afasta o carácter técnico que o USTR buscou aplicar à medida.
A posição do secretário diverge do discurso mais técnico adotado pelo USTR ao anunciar a aplicação das sobretaxas.

Tarifas contra o Brasil

Em cinco oportunidades, desde o início da nova gestão Trump, os Estados Unidos anunciou tarifas contra o Brasil.
No chamado Dia da Liberação, Donald Trump anunciou taxas recíprocas de 10% contra o Brasil.
No dia 9 de julho de 2025, Trump anunciou mais 40% de taxas a produtos brasileiros — que se somaram aos 10% já aplicados, somando 50% de alíquota. A taxa foi justificada pela “caça às bruxas” contra Bolsonaro.
Em fevereiro de 2026, após a Suprema Corte derrubar o tarifaço de 50%, Trump anunciou uma alíquota global de 10% para todos os países, que ainda estão em vigor.
Em junho deste ano, o USTR concluiu uma investigação comercial contra o Brasil e sugeriu 25% de taxas ao país, que entram em vigor no dia 22 de julho.
O Brasil espera ainda a conclusão de uma nova investigação contra o país sobre trabalho forçado que pode resultar em uma nova taxa de 12,5%.

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