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‘Não saímos da mesa de negociação’, diz Alckmin após Trump impor novo tarifaço a produtos brasileiros

O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), disse que o Brasil não saiu da “mesa de negociação” com os Estados Unidos após a confirmação do novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros nesta semana. A declaração foi dada nesta sexta-feira (17), em entrevista ao Mais, da Globonews.

Alckmin voltou a criticar a medida, que considerou "injusta e descabida", e lembrou que o Brasil acumula déficit na relação comercial com os Estados Unidos.
“A medida é injusta e descabida porque eles têm superávit conosco. Quem deveria aumentar a tarifa somos nós”, disse. “O Brasil defende livre comércio, regras da OMC [Organização Mundial do Comércio]. Então, para o futuro, e já estamos fazendo [isso], primeiro é manter o diálogo e a mesa de negociação. Nós não saímos da mesa de negociação."
Segundo Alckmin, uma das orientações do presidente Lula (PT) é defender o interesse do Brasil, ouvindo as empresas e os setores afetados. Ao mesmo tempo, o governo defende a busca de novos mercados. O vice-presidente disse que isso "está indo bem".
Ainda nesta sexta-feira, Lula afirmou que só comentará o novo tarifaço depois que o presidente norte-americano Donald Trump se manifestar sobre o assunto. Também afirmou que não permitirá que a sociedade seja enganada pelos Estados Unidos.
"Eu falei para caramba e não falei do tarifaço. Não vou falar, porque a notícia tem que ser o SUS [Sistema Único de Saúde], a notícia tem que ser as nossas carretas, a notícia tem que ser o tratamento das mulheres. Por isso, vou deixar para falar do tarifaço quando o Trump falar. Quando o Trump falar, eu falarei. Enquanto ele não falar, eu não falarei", disse . A declaração foi dada durante visita de Lula à Carreta da Saúde da Mulher, no Rio de Janeiro.

Novo tarifaço anunciado pelo governo americano
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) confirmou na quarta-feira (15) a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com uma extensa lista de itens isentos. A medida entra em vigor em 22 de julho.
A decisão é resultado de uma investigação comercial do USTR que levou um ano, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, mecanismo que permite ao governo americano apurar e combater possíveis barreiras comerciais em outros países.

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