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Corpo de motorista de aplicativo morto por adolescentes é achado no Rio Pardo em Ribeirão Preto, SP

José Edson da Silva, de 43 anos, está desparecido desde quarta (14)
Divulgação
O corpo do motorista de aplicativo José Edson da Silva, de 43 anos, foi encontrado nesta sexta-feira (17) no Rio Pardo, na região do Ribeirão Verde, em Ribeirão Preto (SP). O Corpo de Bombeiros deu início às buscas no início da tarde após a Polícia Civil identificar três adolescentes como autores do crime.
Segundo o delegado André Baldocchi, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), os suspeitos, de 13, 14 e 16 anos, disseram que chamaram a corrida pelo aplicativo na terça-feira (14) com a intenção de roubar o carro da vítima.

“Ao final da corrida, deu um golpe tipo mata-leão, a vítima chegou a ficar desacordada. Nesse momento, eles tomaram a condução do veículo e acabaram jogando o corpo da vítima”, disse Baldocchi.
Os adolescentes devem ser encaminhados ao Ministério Público (MP) nesta sexta-feira. Como têm menos de 18 anos, eles não respondem por crime, mas por ato infracional análogo a latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
Caberá ao MP decidir se pede à Justiça a internação provisória deles.

Sumiço e carro encontrado com adolescentes
José Edson morava em Sertãozinho (SP), mas costumava fazer corridas em Ribeirão Preto. A família procurou a polícia depois que ele desapareceu na terça-feira ao sair de casa para trabalhar.

O carro dele, um Hyundai HB20 branco, foi encontrado na quarta-feira (15), em Ribeirão Preto, com três adolescentes. De acordo com o delegado José Carvalho Geraldo Júnior, eles foram levados à Delegacia da Infância e Juventude (Diju) e liberados.
Segundo o boletim de ocorrência que registrou o encontro do carro, não havia indicativos naquele momento de que os adolescentes encontrados com ele estavam envolvidos em qualquer crime.
Ataque aconteceu no fim da corrida
O carro foi liberado à família de José Edson, mas os parentes notaram manchas no veículo e informaram à polícia. O carro passou por perícia na noite de quinta-feira (16).

De acordo com Baldocchi, durante a investigação, a polícia identificou que um dos adolescentes foi responsável por solicitar a corrida pelo aplicativo.
Essa informação contrariou a primeira versão apresentada por eles à Delegacia da Infância e Juventude (Diju). Inicialmente, os adolescentes disseram que tinham comprado o carro de José Edson.
Com o avanço da apuração, a DIG reuniu imagens, dados de leitura de placas e informações sobre o trajeto do veículo. Depois disso, os adolescentes foram ouvidos novamente e confessaram o crime.
Segundo a Polícia Civil, os adolescentes disseram que não tinham intenção de matar José Edson, mas sim de roubar o carro e pertences dele.
Esta matéria está em atualização

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