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Tarifaço: governo brasileiro sinaliza que não iria ceder em assuntos relacionados ao PIX e ao etanol

Termina prazo para governo americano anunciar se vai aplicar novas tarifas a produtos brasileiros
Terminou nesta quarta-feira (15) o prazo para o governo americano anunciar se vai aplicar novas tarifas a produtos brasileiros.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo aguarda a decisão dos Estados Unidos para avaliar possíveis ações de resposta.
“Se for confirmado um tarifaço, mais uma vez, injusto, vai ser preciso avaliar quais setores foram afetados. Nós vamos fazer uma avaliação sempre cuidadosa, pelo compromisso de futuro, compromisso fiscal que nós temos, e nós vamos endereçar sempre protegendo a nossa população”, diz o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
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Em julho de 2025, os Estados Unidos abriram uma investigação baseada na lei de comércio do país, alegando que o Brasil adota práticas desleais, que prejudicam empresas americanas. O prazo para decisão americana sobre a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros termina nesta quarta-feira (15).
Tarifaço: governo brasileiro sinaliza que não iria ceder em assuntos relacionados ao PIX e ao etanol
Jornal Nacional/ Reprodução
Na terça-feira (14), equipes do governo se reuniram com o representante de Comércio americano, Jamieson Greer. O Brasil voltou a defender que novas tarifas são injustificadas e injustas.
Atualmente, 25% das exportações brasileiras estão sobretaxadas em 10% – como máquinas e equipamentos, calçados, madeira, pescados e mel – e 29% estão sobretaxadas por conta da Seção 232 da lei de comércio dos Estados Unidos – recebendo tarifas de 25% ou 50% sobre produtos de aço e alumínio. Nos dois casos, as tarifas não são exclusivas do Brasil e valem para o mundo todo.
Também está em vigor uma lista de exceções. Ou seja, itens que entram nos Estados Unidos sem tarifas adicionais – como petróleo e combustíveis, aeronaves, minério de ferro, café não torrado, carne bovina, frutas, suco de laranja e celulose.
Durante as negociações para evitar as novas tarifas, o governo brasileiro sinalizou que não iria ceder em assuntos relacionados ao PIX e ao etanol. Caso o tarifaço se confirme, o governo vai seguir trabalhando para ampliar a lista de produtos isentos.
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