Piloto avista luz no céu do Paraná
Após enxergar luzes no céu, o piloto de um voo particular usou a comunicação com o órgão de Controle de Aproximação de Londrina, no Norte do Paraná, para descrevê-las. Ele usou expressões como "muito forte" e "sensacional" para tentar explicar o que estava vendo.
Ele também afirmou que estava sentindo "calafrios" ao observar as aparições luminosas no céu da região de Londrina, relatando ao controlador que a mesma sensação se repetia no companheiro dele de cabine. Para tentar identificar, ele detalha que o brilho está a oeste e questiona se nenhum outro piloto falou sobre o caso. Ouça a conversa acima.
"Tem uma luz lá pra frente, que eu não sei se é planeta ou o que que é, muito distante, que ela tá sempre lá, né? Mas dá um calafrio na gente quando a gente vê as luzes, e é de intensidade muito forte e de movimento muito rápido. É inacreditável", disse o piloto.
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🔎Segundo Fábio Faria, pós-graduado em Gestão Aeroportuária e Gestão de Linhas Aéreas, o Controle de Aproximação de Londrina administra o tráfego aéreo em uma determinada área, com limites definidos nas publicações aeronáuticas. Acima do limite vertical desta área, o controle das aeronaves é transferido ao Centro de Controle de Área de Curitiba.
O áudio obtido pelo g1 foi captado pelas frequências das torres dos aeroportos de Londrina e Maringá, registrado pela LiveATC.net, uma fonte respeitada para gravações de voos. A conversa foi finalizada sem identificar a origem das luzes. Não há vídeos do momento do avistamento narrado pelo piloto.
"A comunicação à Defesa Aérea deve ser compreendida como um procedimento relacionado à segurança e ao controle do espaço aéreo, e não como uma confirmação de qualquer origem extraterrestre", Faria destacou.
Faria informou ter recebido alguns registros de luzes no céu de Londrina no mesmo horário em que o piloto comunicou o operador. Ele considera que as características são compatíveis com a passagem de satélites da constelação Starlink. É possível que o brilho tenha sido gerado pelo reflexo solar no corpo e painéis do equipamento.
Miguel Fernando Moreno, coordenador do Grupo de Estudos e Divulgação de Astronomia de Londrina (Gedal), tem a mesma opinião. Em entrevista à RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, ele destacou que há milhares de satélites na órbita da Terra. Pelo grande número, muitas pessoas têm visto as luzes geradas por eles.
"Está ocorrendo sistematicamente observação de satélites em locais que não seriam visíveis usualmente no céu, em horários também não habituais", ele contou.
O g1 entrou em contato com a NAV Brasil Serviços de Navegação Aérea para saber se o reporte foi registrado e se há uma conclusão sobre a situação, mas não houve retorno até a última atualização desta reportagem.
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