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TCU condena ex-pró-reitor por ‘obra imprestável’ na UFJF e cobra mais de R$ 20 milhões

Teleférico foi anunciado como atrativo do Jardim Botânico da UFJF
Rodrigo Souza/TV Integração
O Tribunal de Contas da União (TCU) condenou o ex-pró-reitor de Planejamento e Gestão da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Alexandre Zanini, a devolver mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos. Segundo o tribunal, foram identificadas irregularidades na contratação do teleférico e do trenó de montanha do Jardim Botânico.
Na decisão, o TCU afirmou que o projeto é 'imprestável' e sem utilidade, o que teria causado prejuízo aos cofres públicos. O tribunal também aplicou uma multa de R$ 2 milhões a Zanini. Ainda cabe recurso da decisão.
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A defesa de Alexandre Zanini informou que recorreu e afirma que ele foi responsabilizado apenas por ter iniciado o processo licitatório, não tendo participado da contratação, da execução ou da fiscalização da obra. Por isso, não praticou ato que justificasse a condenação. Leia a nota completa mais abaixo.
Anunciado em 2012, o teleférico ligaria o mirante do bairro Alto Eldorado ao Jardim Botânico, no bairro Santa Terezinha. As obras chegaram a começar, mas nunca foram concluídas.
Segundo o TCU, Zanini deverá devolver os valores pagos em dois contratos:
R$ 920,3 mil, referentes à elaboração do projeto executivo.
R$ 23,8 milhões, destinados às obras, à aquisição e à instalação do teleférico e do trenó.
Do valor do ressarcimento, ainda poderá ser descontado R$ 1,6 milhão obtido pela UFJF com o leilão do trenó de montanha realizado em 2023.
Alexandre Zanini foi pró-reitor de Planejamento e Gestão da UFJF na gestão do reitor Henrique Duque
UFJF/Divulgação
Ex-reitor Henrique Duque não foi responsabilizado
O TCU afastou a responsabilidade do então reitor Henrique Duque de Miranda Chaves. Segundo o tribunal, não há provas de que ele tenha participado da decisão de implantar o teleférico e o trenó. A Corte também entendeu que a assinatura dos contratos, por si só, não é suficiente para responsabilizá-lo pelas falhas de planejamento apontadas antes da contratação.
A reportagem fez contato com a defesa de Henrique Duque, que confirmou a “quitação plena” dele no caso.
O g1 também procurou a UFJF, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem.

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