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Investigado por integrar esquema que lavou R$ 100 milhões do tráfico, com possível conexão com Al-Qaeda, é preso no Paraná

Operação mira esquema que lavou mais de R$ 100 milhões para facções criminosas
Um homem foi preso em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, durante a Operação Hawala, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado a facções criminosas. Ele foi localizado na casa do sogro, em um condomínio no bairro Três Fronteiras, e encaminhado para a Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu.

"Durante as apurações, os agentes identificaram uma possível conexão com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda", afirmou a Polícia Civil do Rio de Janeiro.
➡️ A Al-Qaeda é uma rede terrorista internacional, criada por Osama bin Laden no final dos anos 1980. A organização ficou conhecida pelos ataques de 11 de setembro de 2001, nas Torres Gêmeas de Nova York.
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Não há a identificação oficial deste homem preso no Paraná. No total, 10 pessoas foram presas no âmbito da operação, até a última atualização desta reportagem: Ali Alfakih, Barbara de Oliveira Rosa, Bárbara Luzia Souza de Carvalho, Kassem Zayoun, Lucas Gabriel Vidal, Reda Zayoun, Samuel Morais da Hora, Thierry Martins Lourenço Ribeiro, Yago Jorge de Souza Daniel e Yasser Zayoun. O g1 tenta identificar as defesas.

A operação foi deflagrada nesta quarta-feira (15) pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e pela Polícia Civil do RJ. O grupo é suspeito de movimentar pelo menos R$ 100 milhões em recursos ligados ao tráfico de drogas.

Segundo as investigações, o esquema prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra esquema que lavou mais de R$ 100 milhões para facções criminosas
Reprodução
Agentes da Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD), com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), e promotores do Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) saíram para cumprir também 37 de busca e apreensão em endereços no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Minas Gerais, além de Foz do Iguaçu.

A 3ª Vara Especializada em Organização Criminosa do Tribunal de Justiça do RJ também impôs medidas cautelares de bloqueio de ativos financeiros e indisponibilidade de bens e de participações societárias.
O Gaeco denunciou 22 pessoas. O juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira aceitou integralmente a denúncia, tornando todos réus.
Como foi a investigação
A investigação começou na Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que descobriu uma “multimarcas” sediada no Complexo do São Carlos e vinculada à cúpula da facção Terceiro Comando Puro (TCP), que vendia itens falsificados e recebia eletrônicos roubados.
A especializada rastreou os donos dessa firma e encontrou uma rede de dezenas de empresas de fachada distribuídas em diferentes estados e criadas para escoar o dinheiro do tráfico. O grupo também utilizava o smurfing – depósitos fracionados em espécie para burlar mecanismos de controle.
Durante as diligências, os agentes identificaram ainda um núcleo de empresários de origem libanesa apontado como responsável por ampliar a circulação interestadual e internacional dos recursos ilícitos.
Também há elementos que indicam atuação na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

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