Praias paradisíacas, riqueza natural, ecoturismo e diversidade cultural estão entre os principais fatores que impulsionam a expansão do turismo no Brasil. Só para ter uma ideia, em 2025, o país recebeu quase 9,3 milhões de turistas estrangeiros, o maior número da série histórica. E apenas entre janeiro e maio deste ano, cerca de 5 milhões de visitantes de fora desembarcaram em terras brasileiras, segundo dados do Ministério do Turismo.
O desempenho do setor tem chamado a atenção, mas não apenas de turistas, como também de investidores internacionais. O Brasil se consolidou como o terceiro principal destino mundial de Investimento Estrangeiro Direto (IED), de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos.
Para aproveitar este momento, foi lançado o Guia de Investimentos em Turismo do Brasil, iniciativa do Ministério do Turismo em parceria com a ONU Turismo e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF).
O documento reúne 23 projetos prioritários distribuídos pelas regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, com potencial para movimentar cerca de US$ 4,5 bilhões em investimentos. A carteira contempla empreendimentos públicos e privados de grande porte, incluindo hotéis, resorts, centros de convenções, terminais de cruzeiros, parques temáticos e iniciativas voltadas ao turismo rural e sustentável.
Ecoturismo ganha protagonismo
O guia também evidencia uma mudança de estratégia do turismo brasileiro ao priorizar projetos voltados à sustentabilidade.
Na Região Norte, os investimentos incluem iniciativas para o desenvolvimento de cruzeiros fluviais na Amazônia, além da ampliação da infraestrutura para o ecoturismo.
Já no Centro-Oeste, os projetos aproveitam o potencial de destinos como Pantanal e Chapada dos Veadeiros, apostando no crescimento do turismo de natureza e de aventura.
São Paulo investe em atrações urbanas
No Sudeste, um dos principais projetos é a modernização do Zoológico de São Paulo, acompanhada de iniciativas voltadas ao fortalecimento do turismo urbano, cultural, de lazer e de negócios.
Muito além da hotelaria
Embora hotéis e resorts representem parte importante da carteira, o guia demonstra que a estratégia brasileira busca diversificar os investimentos.
Os projetos contemplam parques naturais, centros de convenções, equipamentos turísticos, turismo religioso, turismo de aventura, empreendimentos de uso misto e infraestrutura para visitantes.
A proposta acompanha uma tendência internacional de oferecer experiências diversificadas e sustentáveis, capazes de aumentar o tempo de permanência dos turistas e estimular novos negócios.
“Os maiores retornos para os investidores costumam surgir justamente em destinos que ainda têm margem para desenvolvimento, antes de atingirem um estágio de maturidade. É nesse momento que há maior valorização dos ativos e de crescimento do mercado turístico”. pondera Rios.
Para ele, os destinos ligados ao turismo de natureza têm grande potencial de valorização, pois existe uma demanda mundial cada vez maior por experiências sustentáveis e de contato com a natureza, e o Brasil possui uma vantagem competitiva nesse segmento.
Mais do que uma lista de empreendimentos, o guia representa uma estratégia de promoção internacional do Brasil.
O documento reforça que o país reúne atributos competitivos como biodiversidade, riqueza cultural, infraestrutura em expansão, crescimento da conectividade aérea e um ambiente favorável para investimentos de longo prazo.
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