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Dólar oscila na abertura, com tarifaço de Trump e tensões no Oriente Médio no radar

Tarifaço de Trump: EUA definem nesta quarta (15) se aplicam novas taxas ao Brasil
O dólar abriu a sessão desta quarta-feira (15) com volatilidade e marcava uma alta de 0,08% perto das 9h, cotado a R$ 5,0818. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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▶️A decisão dos Estados Unidos sobre aplicar ou não as novas taxas sobre produtos brasileiros fica no centro das atenções nesta quarta-feira. A investigação, que ocorreu com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana avalia a aplicação de duas sobretaxas ao Brasil:
uma de 25%, sob a alegação de que o governo do Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com empresas americanas; e
outra de 12,5%, aplicada também a mais de 60 países, sob a justificativa de que essas nações não adotaram medidas consideradas suficientes para impedir a circulação de produtos fabricados com trabalho forçado.
▶️ Além disso, as tensões no Estreito de Ormuz continuam a trazer preocupações sobre o mercado internacional de petróleo. Nesta quarta-feira, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, no 5º dia seguido de agressões. Com isso, Teerã voltou a fechar o Estreito e o presidente americano, Donald Trump, reagiu retomando o bloqueio naval ao país do Oriente Médio.
Em meio às tensões, o petróleo marcava mais um dia de alta nesta quarta-feira. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, subia 0,58%, cotado a US$ 85,22. Já o West Texas Intermediate (WTI), dos EUA, tinha alta de 0,60%, cotado a US$ 79,82 por barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,60%;
Acumulado do mês: -1,65%;
Acumulado do ano: -7,49%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -0,69%;
Acumulado do mês: +2,68%;
Acumulado do ano: +9,63%.
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Tarifaço de Trump
Termina nesta quarta-feira (15) o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) divulgue a decisão final sobre a investigação comercial e uma eventual aplicação de tarifas contra produtos brasileiros.
O processo abriu uma disputa entre Brasília e Washington e mobilizou setores da economia brasileira, que participaram de audiências públicas para apresentar argumentos contra as medidas.
ENTENDA: por que os EUA vão taxar o Brasil?
No Brasil, o governo aprovou uma Medida Provisória (MP) que libera uma linha de financiamento de R$ 15 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço e também pela guerra no Oriente Médio.

Nos últimos dias, EUA e Irã voltaram a trocar ataques, colocando em xeque o frágil acordo de paz firmado no dia 17 de junho, que formalizou um cessar-fogo mais duradouro e um caminho para um tratado definitivo.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta quarta-feira, em meio a uma liquidação de ações de semicondutores, com investidores realizando lucros recentes e redirecionando capital para setores mais tradicionais.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,20%, enquanto o índice composto de Xangai, o SSEC, teve queda de 0,29%.
Entre as demais bolsas da região, no entanto, o dia foi mais positivo. O Hang Seng, de Hong Kong, subiu 1,40%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 1,49% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma valorização de 6,24%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Cotação do dólar mostra menor confiança na economia brasileira devido a gastos e dívidas do governo
Jornal Nacional/ Reprodução

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