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Corpo de jovem segue sem liberação cinco dias após acidente com Porsche, e mãe lamenta falta de velório: ‘Um antiluto’

Família de jovem morta em acidente com Porsche aguarda liberação do corpo pelo IML
A família de Lívia Bevilacqua Batista, de 20 anos, afirma viver dias de angústia à espera da liberação do corpo da jovem, que morreu após uma Porsche bater contra uma árvore e pegar fogo em Campinas (SP), na sexta-feira (10).
Cinco dias após o acidente e ainda sem conseguir realizar o velório e o sepultamento da filha, a mãe da jovem, Danila Bevilacqua, afirmou que a impossibilidade de se despedir tem aumentado o sofrimento.

"A gente está passando por um período que eu ainda nem chamo de luto. É um antiluto de muito sofrimento. Porque a gente está sofrendo essa perda e a gente não tem essa vivência material dela, física, para poder enterrar ela, se despedir dela", relatou.
Cinco dias após acidente com Porsche, família lamenta falta de velório da jovem Lívia Bevilacqua: ‘Um antiluto’
Reprodução/EPTV
A mãe afirma que respeita os procedimentos necessários para a investigação e identificação da vítima, mas diz não compreender a demora na conclusão do processo.
"Isso para a gente está sendo muito angustiante, e sem entendermos o porquê. Respeitando os prazos, respeitando tudo que tem que ser feito, mas com muitas desinformações, muita coisa que a gente não está conseguindo identificar o que está acontecendo", disse.

Segundo ele, a procura começou após a notícia de um acidente envolvendo um veículo do mesmo modelo próximo à residência da família. "A partir daí começou a angústia", afirmou.
Adilson disse que esteve no local da colisão, encontrou objetos da filha e, na sequência, procurou a delegacia e o Instituto Médico Legal (IML).
"Chegando lá tive a certeza que era minha filha pela roupa do corpo. Ela e o rapaz, os dois muito bem difíceis de identificar, mas ela, pela roupa, eu identifiquei no primeiro momento", relatou.

Família aguarda despedida
Mesmo após a inclusão do nome de Lívia como vítima no boletim de ocorrência, a família afirma não entender o motivo do corpo ainda não ter sido liberado.
O pai também informou que apresentou todos os materiais solicitados pela polícia para auxiliar na identificação. "Toda a arcada dentária, fotos dela, filmagem, filmagem do carro, filmagem do local que ela saiu. Tudo, tudo. Tudo o que pediram e o meu DNA. Não tem mais o que fazer", afirmou.
Questionado sobre quando acredita que poderá se despedir da filha, Adilson respondeu que ainda não recebeu uma previsão. "A gente não tem uma posição. Falam em tempo indeterminado. Não tem previsão", disse.

O que diz a SSP?
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que a inclusão do nome de Lívia como vítima no boletim de ocorrência foi feita com base nos elementos reunidos pela investigação, como informações de familiares e testemunhas, para qualificar o caso.

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