MP aciona Interpol para saber histórico do missionário dos EUA preso por espancar filho no
A Polícia Civil começou a ouvir depoimentos de testemunhas no caso do menino Oliver Golden Grayson, de 3 anos, morto após ser espancado em casa. Foram oito pessoas ouvidas até o momento.
O pai dele, o missionário norte-americano Dandre Jermaine Grayson, que confessou ter espancado o filho, já havia prestado depoimento à polícia. A mãe, Mayanna Angelina Rodgers, foi ouvida em quatro oportunidades: duas como testemunha, uma como suspeita e outra como vítima. Ambos estão presos preventivamente.
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Nesta terça-feira (14), falaram em oitivas vizinhos da família, pessoas do Conselho Tutelar e profissionais da saúde que atenderam os filhos do casal nos últimos meses.
A polícia investiga possíveis falhas na rede de proteção de Viamão, onde a família morava, para esclarecer quais medidas foram adotadas diante dos sinais de maus-tratos.
Segundo a polícia, há indícios de que a mãe, Mayanna, também tenha sofrido violência física do marido. Por enquanto, a investigação não encontrou fatos que sustentem um pedido de revogação da prisão dela.
A defesa de Mayanna afirma que ela vivia em um contexto de violência doméstica. Seus advogados pediram à Justiça que se faça o reconhecimento do corpo do menino no Instituto-Médico Legal (IML) e que ela possa participar do enterro da criança.
Irmãos de menino seguem em abrigo da rede de proteção
Os quatro irmãos de Oliver Golden Grayson, menino de três anos morto após ser espancado pelo pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre, seguem acolhidos em um abrigo da rede de proteção.
As crianças foram encaminhadas para o acolhimento institucional logo após a internação de Oliver. Relatórios do Conselho Tutelar enviados à Justiça na última semana apontaram que os quatro irmãos também eram vítimas de violência. Exames periciais constataram diversas lesões nas crianças, que têm entre 1 e 9 anos.
Segundo o documento, um dos meninos atribuiu marcas de mordidas pelo corpo ao pai. O menino ainda demonstrava temor em relação ao genitor e tentava impedir que os irmãos mostrassem os machucados.
"Aquilo ali é a mordida que o pai dá. Ele morde a gente", disse a criança aos profissionais.
As irmãs de Oliver também realizaram relatos espontâneos ao Conselho Tutelar. Elas informaram que a mãe utilizava agressões físicas como forma de disciplina.
Dandre está preso desde 5 de julho. Ele confessou à Polícia Civil ter agredido Oliver com socos e batido a cabeça do menino no chão porque a criança não lhe deu "bom dia". O menino morreu no dia 8 de julho, após ficar internado em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Pronto Socorro (HPS) da capital.
Mayanna foi presa preventivamente no dia 9 de julho por omissão. A defesa alega, em nota, que a mulher é vítima e estava em estado de grave vulnerabilidade no contexto de violência doméstica. Ela tem pais norte-americanos e nasceu no Japão. Portanto, tem dupla cidadania.





