Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Casal de pastores é suspeito de abusar sexualmente de seis meninas em Roraima

Casal de pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza é investigado pela Polícia Civil
Arquivo pessoal
O casal de pastores evangélicos Wenderson Lima de Souza e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, é investigado pela Polícia Civil por suspeita de abusar sexualmente de ao menos seis adolescentes meninas em Roraima. Os suspeitos usavam a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das vítimas, segundo a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).
Procurada, a defesa dos investigados não enviou resposta até a última atualização da reportagem. A dupla é investigada pelos crimes de estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual.

A investigação contra o casal começou em abril, a partir da denúncia de uma adolescente, de 14 anos. Depois, outras cinco vítimas, com idades entre 12 e 17 anos, relataram que também tinham sido abusados pelo casal.

O esquema funcionava por meio de manipulação psicológica e religiosa. A investigação identificou que a pastora atraía e se aproximava das vítimas, enquanto o marido utilizava a posição de líder religioso e interpretações de passagens bíblicas para convencê-las de que os atos sexuais tinham propósito espiritual.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp
Além disso, o casal oferecia dinheiro, PIX e outras vantagens, como jantares, para manter as adolescentes em silêncio. "As práticas sexuais eram fruto de uma cadeia sistemática de manipulação, abuso de autoridade religiosa, chantagem e coerção psicológica", detalhou a polícia.
No relatório final da investigação, a delegada da DPCA, Kamilla Basto, citou que a investigação foi desafiadora porque os crimes envolveram o ambiente de confiança e fé, o que impedia que manifestassem um consentimento livre para os atos.
"Estamos diante de um caso desafiador, especialmente pelo ambiente em que os crimes teriam sido praticados, valendo-se da fé e da vulnerabilidade espiritual das vítimas. O que tornou a investigação particularmente complexa foi o elevado grau de dissimulação dos investigados, que utilizavam justamente a confiança das vítimas como instrumento de dominação e silenciamento", disse.
De acordo com a investigação,Wenderson usava a posição de liderança religiosa para conquistar a confiança das vítimas e facilitar a prática dos crimes. A esposa dele participava da aproximação com as adolescentes e colaborava com o marido.
O casal, ainda conforme a polícia, por ocupar a posição de líderes desencorajava denúncias ao fazer com que fiéis e vítimas temessem ser acusados de rebeldia na igreja. A Polícia Civil afirma que esse receio era reforçado por uma regra prevista no estatuto da igreja, que previa o desligamento de membros que promovessem dissidências ou se rebelem contra a autoridade religiosa.
"Nenhum ambiente e nenhuma posição de autoridade estão acima da lei", reforçou a delegada Kamila.
Suspeito tentou destruir provas
Além dos crimes atribuídos ao casal, a investigação apontou a participação de uma jovem de 20 anos na destruição de provas armazenadas no celular de Wenderson. Segundo a Polícia Civil, ela agiu a pedido do investigado, com a ajuda de uma adolescente e de uma das vítimas.

Essa jovem foi indiciada pelos crimes de fraude processual e corrupção de menores.
Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual?
Infância despedaçada: como curar o trauma do abuso sexual?
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.

Tags:

Gostou? Compartilhe!

Mais leitura
Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit, sed do eiusmod tempor incididunt ut labore et dolore